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Otomastoidite na criança: qual a tendência nos últimos 10 anos?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Objetivo: Analisar a evolução dos casos de otomastoidite em crianças admitidas num hospital terciário nos últimos 10 anos. Desenho do Estudo: Estudo retrospetivo longitudinal de coorte. Material e Métodos: Analisaram-se os dados clínicos e demográficos de todas crianças admitidas no Hospital de Braga para tratamento hospitalar por otomastoidite entre janeiro de 2014 e dezembro de 2023. Resultados: Avaliaram-se 100 crianças (63% do sexo masculino; idade média 44,5±39,2 meses). As principais complicações incluíram abscesso subperiósteo (28%) e trombose do seio sigmóide (7%). O tratamento cirúrgico foi necessário em 77% dos casos. Verificou-se um aumento significativo do número de casos e de intervenções cirúrgicas ao longo da década, contudo este valor variou entre 9,3±3,7 casos/ano na pré-pandemia, 4,6±1,4 durante a pandemia e 17±1,4 após a pandemia. Conclusões: Os casos de otomastoidite aumentaram nos últimos anos, com uma redução temporária durante a pandemia. A monitorização contínua da evolução epidemiológica será fundamental para compreender a evolução destes padrões.
Autores principais:Ribeiro,Carla Araújo
Outros Autores:Menezes,Ana Sousa; Coelho,Marcelo; Fernandes,Alina Mártin; Pereira,Sara Martins; Dias,Luís
Assunto:Otomastoidite crianças tendência mastoidectomia
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Objetivo: Analisar a evolução dos casos de otomastoidite em crianças admitidas num hospital terciário nos últimos 10 anos. Desenho do Estudo: Estudo retrospetivo longitudinal de coorte. Material e Métodos: Analisaram-se os dados clínicos e demográficos de todas crianças admitidas no Hospital de Braga para tratamento hospitalar por otomastoidite entre janeiro de 2014 e dezembro de 2023. Resultados: Avaliaram-se 100 crianças (63% do sexo masculino; idade média 44,5±39,2 meses). As principais complicações incluíram abscesso subperiósteo (28%) e trombose do seio sigmóide (7%). O tratamento cirúrgico foi necessário em 77% dos casos. Verificou-se um aumento significativo do número de casos e de intervenções cirúrgicas ao longo da década, contudo este valor variou entre 9,3±3,7 casos/ano na pré-pandemia, 4,6±1,4 durante a pandemia e 17±1,4 após a pandemia. Conclusões: Os casos de otomastoidite aumentaram nos últimos anos, com uma redução temporária durante a pandemia. A monitorização contínua da evolução epidemiológica será fundamental para compreender a evolução destes padrões.