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O papel da Imunoalergologia no apoio a doentes internados ao cuidado de outras especialidades

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO Objetivo: Avaliar e caracterizar o papel da especialidade de Imunoalergologja (IA) no apoio a doentes internados ao cuidado de outras especialidades. Métodos: Revisão dos pedidos de colaboração realizados ao serviço de IA entre janeiro de 2018 a junho de 2019, através da consulta dos processos clínicos dos doentes, com colheita de dados demográficos, motivo de internamento e do pedido de colaboração, diagnóstico imunoalergológico e orientação. Resultados: Foram identificados 177 pedidos de colaboração correspondentes a 157 internamentos de doentes com idade entre os 7 meses e os 89 anos, 52% dos quais do sexo feminino. Os pedidos mais frequentes resultaram da suspeita de reação de hipersensibilidade a fármacos (83%), seguido de pedidos para apoio na decisão terapêutica e exacerbação de asma. Os 177 pedidos originaram 446 visitas médicas de IA a internamentos (média de 2,6 visitas/doente). A suspeita de hipersensibilidade a fármacos foi confirmada em 64% dos casos, com diagnóstico de reações cutâneas graves em 19% e anafilaxia em 6%. A taxa de mortalidade foi de 5,1%, e 46,2% foram posteriormente avaliados em consulta externa de IA. Conclusões: Apesar do papel predominantemente orientado para a atividade em ambulatório, o apoio do Imunoalergologista ao internamento é essencial, sobretudo em patologias específicas, e por vezes incomuns, da especialidade.
Autores principais:Miranda,Joana
Outros Autores:Vasconcelos,Maria João; Mesquita,Ana Margarida; Rama,Tiago Azenha; Rodolfo,Ana; Carneiro-Leão,Leonor; Cernadas,Josefina Rodrigues
Assunto:Alergia a fármacos imunoalergologia internamento
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:RESUMO Objetivo: Avaliar e caracterizar o papel da especialidade de Imunoalergologja (IA) no apoio a doentes internados ao cuidado de outras especialidades. Métodos: Revisão dos pedidos de colaboração realizados ao serviço de IA entre janeiro de 2018 a junho de 2019, através da consulta dos processos clínicos dos doentes, com colheita de dados demográficos, motivo de internamento e do pedido de colaboração, diagnóstico imunoalergológico e orientação. Resultados: Foram identificados 177 pedidos de colaboração correspondentes a 157 internamentos de doentes com idade entre os 7 meses e os 89 anos, 52% dos quais do sexo feminino. Os pedidos mais frequentes resultaram da suspeita de reação de hipersensibilidade a fármacos (83%), seguido de pedidos para apoio na decisão terapêutica e exacerbação de asma. Os 177 pedidos originaram 446 visitas médicas de IA a internamentos (média de 2,6 visitas/doente). A suspeita de hipersensibilidade a fármacos foi confirmada em 64% dos casos, com diagnóstico de reações cutâneas graves em 19% e anafilaxia em 6%. A taxa de mortalidade foi de 5,1%, e 46,2% foram posteriormente avaliados em consulta externa de IA. Conclusões: Apesar do papel predominantemente orientado para a atividade em ambulatório, o apoio do Imunoalergologista ao internamento é essencial, sobretudo em patologias específicas, e por vezes incomuns, da especialidade.