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TOSSE CONVULSA: PROTOCOLO DE ATUAÇÃO APÓS EXPOSIÇÃO NUM HOSPITAL TERCIÁRIO PORTUGUÊS
| Resumo: | RESUMO Introdução: A tosse convulsa é uma infeção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Em Portugal, esta doença é de Declaração Obrigatória desde 1950. A bactéria tem um período de incubação de sete a dez dias, podendo chegar a vinte e um dias. A transmissão ocorre por via aérea, através da inalação de gotículas respiratórias, sendo possível tanto por sintomáticos quanto assintomáticos. Nem a infeção prévia, nem a vacinação fornecem imunidade permanente, embora esta última tenha reduzido drasticamente a incidência da doença. Objetivos: Desenvolvimento de um protocolo de atuação em caso de exposição laboral à Bordetella pertussis em meio hospitalar. Metodologia: Análise dos aspetos clínicos e preventivos da tosse convulsa, fundamentada nas diretrizes da Direção-Geral da Saúde, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças e numa revisão da literatura utilizando as bases de dados MEDLINE e PubMed. Resultados e discussão: Esta patologia é caracterizada por três fases, catarral, paroxística e de convalescença; em adultos, os sintomas são menos intensos e frequentemente limitados a tosse persistente. O exame cultural, apesar de ser o gold-standard para o diagnóstico, tem sensibilidade reduzida em casos de uso recente de antibióticos, vacinação prévia ou doença prolongada, sendo a Proten Chain Reaction o método mais utilizado. Embora a tosse convulsa em adultos seja autolimitada, a antibioterapia precoce, idealmente na fase catarral, reduz a duração e gravidade da tosse e a disseminação da doença. O método de prevenção mais eficaz é a vacinação, sendo que a profilaxia pós-exposição deve ser administrada a todos os profissionais que tiveram contato próximo com pacientes sintomáticos. Conclusões: Trabalhadores com suspeita de tosse convulsa devem ser avaliados pelo Serviço de Saúde Ocupacional para confirmação do diagnóstico. Se confirmado, o médico do trabalho deve prescrever a antibioterapia e declarar a inaptidão temporária do trabalhador. A prevenção da transmissão de Bordetella pertussis em ambiente hospitalar envolve a vacinação, a administração adequada de profilaxia pós-exposição e o afastamento dos trabalhadores potencialmente infetados. O conhecimento adequado da clínica, abordagem e tratamento, assim como medidas preventivas é, portanto, essencial, sendo também de extrema importância a existência de planos de ação bem definidos. |
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| Autores principais: | Pinelas,A |
| Outros Autores: | Teófilo,V; Moreira,S; Ribeiro,R; Miller,M; Azevedo,C; Silva,A; Pinho,P; Norton,P |
| Assunto: | Bordetella Pertussis Surto Vacinação Profilaxia Aptidão Medicina do Trabalho Enfermagem do Trabalho Saúde Ocupacional |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução: A tosse convulsa é uma infeção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Em Portugal, esta doença é de Declaração Obrigatória desde 1950. A bactéria tem um período de incubação de sete a dez dias, podendo chegar a vinte e um dias. A transmissão ocorre por via aérea, através da inalação de gotículas respiratórias, sendo possível tanto por sintomáticos quanto assintomáticos. Nem a infeção prévia, nem a vacinação fornecem imunidade permanente, embora esta última tenha reduzido drasticamente a incidência da doença. Objetivos: Desenvolvimento de um protocolo de atuação em caso de exposição laboral à Bordetella pertussis em meio hospitalar. Metodologia: Análise dos aspetos clínicos e preventivos da tosse convulsa, fundamentada nas diretrizes da Direção-Geral da Saúde, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças e numa revisão da literatura utilizando as bases de dados MEDLINE e PubMed. Resultados e discussão: Esta patologia é caracterizada por três fases, catarral, paroxística e de convalescença; em adultos, os sintomas são menos intensos e frequentemente limitados a tosse persistente. O exame cultural, apesar de ser o gold-standard para o diagnóstico, tem sensibilidade reduzida em casos de uso recente de antibióticos, vacinação prévia ou doença prolongada, sendo a Proten Chain Reaction o método mais utilizado. Embora a tosse convulsa em adultos seja autolimitada, a antibioterapia precoce, idealmente na fase catarral, reduz a duração e gravidade da tosse e a disseminação da doença. O método de prevenção mais eficaz é a vacinação, sendo que a profilaxia pós-exposição deve ser administrada a todos os profissionais que tiveram contato próximo com pacientes sintomáticos. Conclusões: Trabalhadores com suspeita de tosse convulsa devem ser avaliados pelo Serviço de Saúde Ocupacional para confirmação do diagnóstico. Se confirmado, o médico do trabalho deve prescrever a antibioterapia e declarar a inaptidão temporária do trabalhador. A prevenção da transmissão de Bordetella pertussis em ambiente hospitalar envolve a vacinação, a administração adequada de profilaxia pós-exposição e o afastamento dos trabalhadores potencialmente infetados. O conhecimento adequado da clínica, abordagem e tratamento, assim como medidas preventivas é, portanto, essencial, sendo também de extrema importância a existência de planos de ação bem definidos. |
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