Publicação
A loucura nos documentos brasileiros: da formação da cidadania e da conformação estatal
| Resumo: | Resumo Este texto é um mapeamento de como a loucura aparece categorizada nos documentos burocráticos brasileiros em vigor de 1978, início da luta por reforma psiquiátrica, até a atualidade. Esse mapeamento se inspira nas proposições antropológicas acerca das capacidades criadoras dos documentos, das políticas públicas como constituintes do processo de conformação estatal e da administração e governança enquanto tecnologias de governo que criam segmentos específicos. O objetivo desse trabalho é mostrar que as mudanças de categorias oficializadas nos documentos estatais estão atreladas à reorientação da assistência em saúde mental, descortinando o imbricamento entre demandas de cidadania e de serviços. Faz parte desse objetivo, enfatizar a capacidade dos documentos de criarem realidades sociais a partir de intervenções administrativas e redefinição de limites (individuais, domésticos, profissionais, institucionais e estatais). |
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| Autores principais: | Chaves,Lilian Leite |
| Assunto: | documentos loucura saúde mental cidadania Estado política |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo Este texto é um mapeamento de como a loucura aparece categorizada nos documentos burocráticos brasileiros em vigor de 1978, início da luta por reforma psiquiátrica, até a atualidade. Esse mapeamento se inspira nas proposições antropológicas acerca das capacidades criadoras dos documentos, das políticas públicas como constituintes do processo de conformação estatal e da administração e governança enquanto tecnologias de governo que criam segmentos específicos. O objetivo desse trabalho é mostrar que as mudanças de categorias oficializadas nos documentos estatais estão atreladas à reorientação da assistência em saúde mental, descortinando o imbricamento entre demandas de cidadania e de serviços. Faz parte desse objetivo, enfatizar a capacidade dos documentos de criarem realidades sociais a partir de intervenções administrativas e redefinição de limites (individuais, domésticos, profissionais, institucionais e estatais). |
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