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Citomegalovírus: transmissão vertical e doença realidade de uma unidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O Citomegalovírus (CMV) é um dos principais agentes de infecção congénita, ocorrendo em 1 a 4% das grávidas, sendo o risco de transmissão particularmente elevado na primo-infecção. A incidência de infecção intra-uterina varia entre 0,2 a 2,4%. A maioria dos recém-nascidos é assintomática. O rastreio materno pré-natal não é feito de rotina no nosso país, persistindo a dúvida da necessidade da sua implementação. No entanto, o tratamento do CMV está actualmente em desenvolvimento, parecendo ser promissor. Objectivos: O objectivo deste trabalho foi aprofundar o conhecimento da realidade da transmissão materno-fetal e evolução da infecção congénita por CMV no nosso Hospital. Material e Métodos: Baseamo-nos na análise retrospectiva dos processos de todos os recém-nascidos com suspeita de infecção congénita, de 01-01-2001 a 31-12-2006, sendo o diagnóstico feito na urina por cultura pelo método de Shell-Vial ou Polimerase Chain Reaction. Os parâmetros avaliados foram: motivo do pedido, idade materna, altura de detecção, idade gestacional, somatometria. Nos recém-nascidos infectados foi ainda analisada a clínica, feito rastreio auditivo e oftalmológico, ecografia transfontanelar e avaliado o crescimento/desenvolvimento. Resultados: Foram revistos 60 processos, sendo a maioria dos motivos de pedido devidos a seroconversão materna durante a gestação. A taxa de transmissão foi de 23%. Verificou-se que 40% das crianças com infecção congénita são filhos de mães jovens. Ao nascimento 71% eram assintomáticos. Os achados clínicos incluíram doença de inclusão citomegálica(14%), restrição de crescimento intra-uterino (14%), baixo peso (21%) e microcefalia (21%). Durante o follow-up, 14% apresentaram atraso do desenvolvimento psicomotor e 7% surdez neurossensorial. Discussão: Dado o tamanho reduzido da amostra não se pode inferir conclusões, no entanto, o conhecimento da realidade de cada centro poderá contribuir para avaliar a pertinência do diagnóstico perinatal.
Autores principais:Cálix,Maria José
Outros Autores:Teles,Andreia; João,Anabela
Assunto:citomegalovírus infecção congénita doença de inclusão citomegálica transmissão vertical
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Introdução: O Citomegalovírus (CMV) é um dos principais agentes de infecção congénita, ocorrendo em 1 a 4% das grávidas, sendo o risco de transmissão particularmente elevado na primo-infecção. A incidência de infecção intra-uterina varia entre 0,2 a 2,4%. A maioria dos recém-nascidos é assintomática. O rastreio materno pré-natal não é feito de rotina no nosso país, persistindo a dúvida da necessidade da sua implementação. No entanto, o tratamento do CMV está actualmente em desenvolvimento, parecendo ser promissor. Objectivos: O objectivo deste trabalho foi aprofundar o conhecimento da realidade da transmissão materno-fetal e evolução da infecção congénita por CMV no nosso Hospital. Material e Métodos: Baseamo-nos na análise retrospectiva dos processos de todos os recém-nascidos com suspeita de infecção congénita, de 01-01-2001 a 31-12-2006, sendo o diagnóstico feito na urina por cultura pelo método de Shell-Vial ou Polimerase Chain Reaction. Os parâmetros avaliados foram: motivo do pedido, idade materna, altura de detecção, idade gestacional, somatometria. Nos recém-nascidos infectados foi ainda analisada a clínica, feito rastreio auditivo e oftalmológico, ecografia transfontanelar e avaliado o crescimento/desenvolvimento. Resultados: Foram revistos 60 processos, sendo a maioria dos motivos de pedido devidos a seroconversão materna durante a gestação. A taxa de transmissão foi de 23%. Verificou-se que 40% das crianças com infecção congénita são filhos de mães jovens. Ao nascimento 71% eram assintomáticos. Os achados clínicos incluíram doença de inclusão citomegálica(14%), restrição de crescimento intra-uterino (14%), baixo peso (21%) e microcefalia (21%). Durante o follow-up, 14% apresentaram atraso do desenvolvimento psicomotor e 7% surdez neurossensorial. Discussão: Dado o tamanho reduzido da amostra não se pode inferir conclusões, no entanto, o conhecimento da realidade de cada centro poderá contribuir para avaliar a pertinência do diagnóstico perinatal.