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A filosofia levinasiana numa experiência de cuidar em enfermagem: a humanização decorrente da alteridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: o termo humanização na área da saúde geralmente relaciona-se com a qualidade da relação que se estabelece entre os sujeitos envolvidos no processo de cuidado. Parte-se do princípio que a alteridade é essencial para uma relação humanizada por exigir uma assistência singular. Trata-se de um artigo teórico com o objetivo de articular a filosofia da alteridade de Emmanuel Lévinas com os saberes da enfermagem. Fonte de dados: textos de Emmanuel Lévinas que tratam especificamente da relação eu-outro. Em seguida, aplica-se tal filosofia a uma situação concreta e fictícia de cuidado de enfermagem. Discussão: na relação eu-outro levinasiana, o outro apresenta-se como rosto, impedindo a sua objetivação. Implicações para a enfermagem: cuidar do outro concebendo-o como alteridade é dar-se conta da responsabilidade infinita perante outrem que, com a sua subjetividade, pode compartilhar a sua história e revelar as suas preferências em relação ao modo de ser cuidado. Conclusão: nas situações de cuidado em enfermagem, o outro, independente da sua situação de saúde, permanece uma alteridade, impossível de objetivar, de categorizar e de conceituar.
Autores principais:Almeida,Débora Vieira de
Assunto:humanização da assistência enfermagem ética
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Enquadramento: o termo humanização na área da saúde geralmente relaciona-se com a qualidade da relação que se estabelece entre os sujeitos envolvidos no processo de cuidado. Parte-se do princípio que a alteridade é essencial para uma relação humanizada por exigir uma assistência singular. Trata-se de um artigo teórico com o objetivo de articular a filosofia da alteridade de Emmanuel Lévinas com os saberes da enfermagem. Fonte de dados: textos de Emmanuel Lévinas que tratam especificamente da relação eu-outro. Em seguida, aplica-se tal filosofia a uma situação concreta e fictícia de cuidado de enfermagem. Discussão: na relação eu-outro levinasiana, o outro apresenta-se como rosto, impedindo a sua objetivação. Implicações para a enfermagem: cuidar do outro concebendo-o como alteridade é dar-se conta da responsabilidade infinita perante outrem que, com a sua subjetividade, pode compartilhar a sua história e revelar as suas preferências em relação ao modo de ser cuidado. Conclusão: nas situações de cuidado em enfermagem, o outro, independente da sua situação de saúde, permanece uma alteridade, impossível de objetivar, de categorizar e de conceituar.