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POLÍTICA E ONTOLOGIA DA FIGURA NO PENSAMENTO DE GILLES DELEUZE

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Este artigo ocupa-se do conceito de ‘Figura’ tal como Deleuze no-lo dá a pensar, sobretudo, nos ensaios Francis Bacon - Logique de la Sensation, Cinéma 1 - L’Image-mouvement e Cinéma 2 - L’Image-temps. Pretendemos defender a hipótese seguinte: a Figura deve compreender-se a partir de um conflito interior entre movimentos, modelos distintos. Por um lado, um desejo de conformidade ideal com um modelo discernível, estável; por outro lado, a deformação, a morte como modelo, morte múltipla, impessoal, sem relação necessária com um instante derradeiro, uma posição definitiva num quadro temporal a compreender em termos cronológicos, dizendo, distintamente, respeito a um elemento transformativo, vital, implicando uma possibilidade iterativa, ou de iteração, o eterno retorno da morte. Interessa-nos, em particular, acompanhar a repetição desta estrutura nos conceitos que a Figura solicita, que constituem a sua exo-consistência, como sejam os conceitos de ‘Imagem’, ‘corpo sem órgãos’, ‘Memória’, ‘perversão’ e ‘democracia’. Concluímos justamente sublinhando o alcance não apenas estético-artístico, mas, também, político da Figura, forçando-nos a repropor de novo e diferentemente a questão da democracia enquanto tarefa, devir-democrático, para além de qualquer espécie de forma-Estado que adequadamente a concretize.
Autores principais:Nóbrega,Diogo
Assunto:Figura Imagem Corpo sem órgãos Morte Memória Democracia.
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Este artigo ocupa-se do conceito de ‘Figura’ tal como Deleuze no-lo dá a pensar, sobretudo, nos ensaios Francis Bacon - Logique de la Sensation, Cinéma 1 - L’Image-mouvement e Cinéma 2 - L’Image-temps. Pretendemos defender a hipótese seguinte: a Figura deve compreender-se a partir de um conflito interior entre movimentos, modelos distintos. Por um lado, um desejo de conformidade ideal com um modelo discernível, estável; por outro lado, a deformação, a morte como modelo, morte múltipla, impessoal, sem relação necessária com um instante derradeiro, uma posição definitiva num quadro temporal a compreender em termos cronológicos, dizendo, distintamente, respeito a um elemento transformativo, vital, implicando uma possibilidade iterativa, ou de iteração, o eterno retorno da morte. Interessa-nos, em particular, acompanhar a repetição desta estrutura nos conceitos que a Figura solicita, que constituem a sua exo-consistência, como sejam os conceitos de ‘Imagem’, ‘corpo sem órgãos’, ‘Memória’, ‘perversão’ e ‘democracia’. Concluímos justamente sublinhando o alcance não apenas estético-artístico, mas, também, político da Figura, forçando-nos a repropor de novo e diferentemente a questão da democracia enquanto tarefa, devir-democrático, para além de qualquer espécie de forma-Estado que adequadamente a concretize.