Publicação
O arquétipo da mãe na ficção de Teresa Veiga: o caso de “As Parcas”
| Resumo: | Resumo O arquétipo da mãe, detetado em vários mitos de origem não apenas indo-europeia, é uma constante na literatura de todos os tempos. A questão da maternidade é também uma das matrizes do imaginário de Teresa Veiga, cuja presença pode ser rastreada desde a primeira coletânea de contos até ao último livro. Ao mesmo tempo, é pertinente observar que não se trata de uma imagem fixa na obra veiguiana, mas, pelo contrário, de uma constelação de imagens rica em variedade e matizes axiológicos (p. ex. tópicos da mãe ausente / rival / alienada / suicidária / imaginária / protetora etc.). Neste contexto, é precisamente a figura da mãe (hiper)protetora, relevante no conto “As Parcas” (Uma aventura secreta do marquês de Bradomín, 2008/2015), que constitui o foco da presente análise. No centro da atenção encontra-se a relação problemática entre mãe e filha, ensombrada pelo simbolismo das Parcas. A análise deste duplo relacionamento baseia-se nas estruturas arquetípicas desenvolvidas por Carl Gustav Jung, aqui se revelando tanto a vertente simbólico-mitológica, como a sua subversão fantasmática. |
|---|---|
| Autores principais: | Špánková,Silvie |
| Assunto: | Teresa Veiga Ficção portuguesa contemporânea Maternidade Arquétipos. |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo O arquétipo da mãe, detetado em vários mitos de origem não apenas indo-europeia, é uma constante na literatura de todos os tempos. A questão da maternidade é também uma das matrizes do imaginário de Teresa Veiga, cuja presença pode ser rastreada desde a primeira coletânea de contos até ao último livro. Ao mesmo tempo, é pertinente observar que não se trata de uma imagem fixa na obra veiguiana, mas, pelo contrário, de uma constelação de imagens rica em variedade e matizes axiológicos (p. ex. tópicos da mãe ausente / rival / alienada / suicidária / imaginária / protetora etc.). Neste contexto, é precisamente a figura da mãe (hiper)protetora, relevante no conto “As Parcas” (Uma aventura secreta do marquês de Bradomín, 2008/2015), que constitui o foco da presente análise. No centro da atenção encontra-se a relação problemática entre mãe e filha, ensombrada pelo simbolismo das Parcas. A análise deste duplo relacionamento baseia-se nas estruturas arquetípicas desenvolvidas por Carl Gustav Jung, aqui se revelando tanto a vertente simbólico-mitológica, como a sua subversão fantasmática. |
|---|