Publicação
Entre Cila e Caríbdis: O realismo social de Margaret Archer
| Resumo: | Neste artigo pretende-se confrontar as propostas teóricas de Archer com as de Giddens; ou, melhor dizendo, ler Giddens através de Archer e vice-versa, numa assumida tentativa dialógica que nunca chega - nem pretende - a uma síntese. Procura-se através desta confrontação iluminar algumas articulações lógicas entre os dois paradigmas, que possam delinear as forças e fraquezas do realismo social na concepção advogada por Archer. Neste sentido, propomos três vectores de análise através dos quais cotejar as duas abordagens: o eixo ontológico, o eixo sistémico e o eixo accionalista. Concluímos sugerindo que algumas propostas centrais da teoria da estruturação não podem ser negligenciadas, sob pena de uma teoria da morfogénese cair num internalismo espúrio que corre o risco de resvalar para uma visão redutora da articulação entre capacidades emergentes pessoais e propriedades emergentes estruturais. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira,Nuno |
| Assunto: | ontologia emergentismo elisionismo morfogénese reflexividade internal conversation |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Neste artigo pretende-se confrontar as propostas teóricas de Archer com as de Giddens; ou, melhor dizendo, ler Giddens através de Archer e vice-versa, numa assumida tentativa dialógica que nunca chega - nem pretende - a uma síntese. Procura-se através desta confrontação iluminar algumas articulações lógicas entre os dois paradigmas, que possam delinear as forças e fraquezas do realismo social na concepção advogada por Archer. Neste sentido, propomos três vectores de análise através dos quais cotejar as duas abordagens: o eixo ontológico, o eixo sistémico e o eixo accionalista. Concluímos sugerindo que algumas propostas centrais da teoria da estruturação não podem ser negligenciadas, sob pena de uma teoria da morfogénese cair num internalismo espúrio que corre o risco de resvalar para uma visão redutora da articulação entre capacidades emergentes pessoais e propriedades emergentes estruturais. |
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