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Crianças, jovens e notícias: uma revisão sistemática da literatura a partir da Communication Abstracts

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar de terem a sua raiz na Medicina e de serem mais frequentes nas Ciências Naturais, as revisões sistemáticas da literatura podem revestir-se de grande utilidade, também, nas Ciências Sociais, nomeadamente quando se pretende empreender um estudo que identifique e mapeie o que foi alvo de interesse por parte dos cientistas num determinado campo. Neste artigo, a técnica de revisão sistemática de literatura foi aplicada à principal base de dados no campo da Comunicação, a Communication Abstracts, com o intuito de perceber quem, quando e onde tem estudado a relação entre crianças e/ou jovens e notícias e qual tem sido o ângulo privilegiado pela investigação. Uma amostra de 146 títulos e resumos de artigos foi analisada. Os resultados revelam que os estudos de receção e de representação dominam a investigação no tema em apreço, sendo pouco expressivos os estudos sobre a produção e praticamente residuais aqueles que se debruçam sobre a mediação parental e as preocupações éticas dos jornalistas quando cobrem acontecimentos que envolvem crianças e jovens.
Autores principais:Fillol,Joana
Outros Autores:Pereira,Sara
Assunto:crianças jovens notícias jornalismo revisão sistemática da literatura
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Apesar de terem a sua raiz na Medicina e de serem mais frequentes nas Ciências Naturais, as revisões sistemáticas da literatura podem revestir-se de grande utilidade, também, nas Ciências Sociais, nomeadamente quando se pretende empreender um estudo que identifique e mapeie o que foi alvo de interesse por parte dos cientistas num determinado campo. Neste artigo, a técnica de revisão sistemática de literatura foi aplicada à principal base de dados no campo da Comunicação, a Communication Abstracts, com o intuito de perceber quem, quando e onde tem estudado a relação entre crianças e/ou jovens e notícias e qual tem sido o ângulo privilegiado pela investigação. Uma amostra de 146 títulos e resumos de artigos foi analisada. Os resultados revelam que os estudos de receção e de representação dominam a investigação no tema em apreço, sendo pouco expressivos os estudos sobre a produção e praticamente residuais aqueles que se debruçam sobre a mediação parental e as preocupações éticas dos jornalistas quando cobrem acontecimentos que envolvem crianças e jovens.