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O paradoxo dos prazeres: trabalho, homossexualidade e estilos de ser homem no candomblé queto fluminense

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo analisa a inserção de homens com práticas homossexuais no candomblé queto fluminense. Nesses candomblés, as articulações entre performances de gênero e trabalho religioso constituem estilos de ser homem, que configuram uma hierarquia sexual. Os masculinizados (okós) podem assumir posições de mediação terreiro-mundo, o que não é permitido aos efeminados (adés). Com gestualidade e adereços, eles sinalizam os gostos sexuais, e cria-se um paradoxo: se apresentar a um só tempo masculino e feminino, de modo a ser respeitado pelo grupo e sinalizar quem e o que quer sexualmente.
Autores principais:Rios,Luís Felipe
Assunto:gênero trabalho religiões afro-brasileiras homossexualidade masculina discriminação
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este artigo analisa a inserção de homens com práticas homossexuais no candomblé queto fluminense. Nesses candomblés, as articulações entre performances de gênero e trabalho religioso constituem estilos de ser homem, que configuram uma hierarquia sexual. Os masculinizados (okós) podem assumir posições de mediação terreiro-mundo, o que não é permitido aos efeminados (adés). Com gestualidade e adereços, eles sinalizam os gostos sexuais, e cria-se um paradoxo: se apresentar a um só tempo masculino e feminino, de modo a ser respeitado pelo grupo e sinalizar quem e o que quer sexualmente.