Publicação
A disciplina de Relações Internacionais em tempos de crise de paradigmas: Contribuições para o debate sobre o estudo de política externa
| Resumo: | Com base no diagnóstico de que a área de Relações Internacionais (RI) atravessa tempos de crise, o objetivo deste artigo é contribuir para o debate sobre formas alternativas para se compreender a política externa. Nas últimas duas décadas, a área de RI se viu em uma espécie de encruzilhada. Se, por um lado, as teorias dominantes convergiram nas explicações de fenômenos da realidade internacional na chamada «síntese neo-neo», por outro, o fim inesperado da Guerra Fria levou ao reconhecimento de que era necessário repensar essas mesmas teorias. Mais especificamente, era necessário repensar as premissas da própria área e, se as premissas teóricas da área se mostravam em crise, esta se estende aos limites das políticas externas dos estados e na forma como cada Estado pode pensar novas abordagens políticas. Assim como os tempos de crise do período Entreguerras permitiram o nascimento da área, a crise atual nos convida a ousar, a criar, a refletir sobre conceitos e modelos, a desafiar convenções e a propor alternativas para o conhecimento da realidade. O presente artigo pretende contribuir para o debate sobre formas alternativas de conhecer a política externa em tempos de crise. Na primeira parte se analisará as críticas desconstrutivas atuais das teorias dominantes das RI, e, na segunda parte, aplicaremos algumas daquelas teorias à análise de política externa. |
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| Autores principais: | Costa,Lara Denise Góes da |
| Outros Autores: | Resende,Erica Simone Almeida |
| Assunto: | Relações Internacionais pós-modernidade teorias das Relações Internacionais análise de política externa |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Com base no diagnóstico de que a área de Relações Internacionais (RI) atravessa tempos de crise, o objetivo deste artigo é contribuir para o debate sobre formas alternativas para se compreender a política externa. Nas últimas duas décadas, a área de RI se viu em uma espécie de encruzilhada. Se, por um lado, as teorias dominantes convergiram nas explicações de fenômenos da realidade internacional na chamada «síntese neo-neo», por outro, o fim inesperado da Guerra Fria levou ao reconhecimento de que era necessário repensar essas mesmas teorias. Mais especificamente, era necessário repensar as premissas da própria área e, se as premissas teóricas da área se mostravam em crise, esta se estende aos limites das políticas externas dos estados e na forma como cada Estado pode pensar novas abordagens políticas. Assim como os tempos de crise do período Entreguerras permitiram o nascimento da área, a crise atual nos convida a ousar, a criar, a refletir sobre conceitos e modelos, a desafiar convenções e a propor alternativas para o conhecimento da realidade. O presente artigo pretende contribuir para o debate sobre formas alternativas de conhecer a política externa em tempos de crise. Na primeira parte se analisará as críticas desconstrutivas atuais das teorias dominantes das RI, e, na segunda parte, aplicaremos algumas daquelas teorias à análise de política externa. |
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