Publicação

Avaliação e melhoria da qualidade da prescrição antibiótica em cistites agudas não complicadas num agrupamento de centros de saúde de Lisboa

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Introdução: As infeções do trato urinário são uma das principais causas de prescrição de antibióticos nos cuidados de saúde primários. Uma auditoria à qualidade da prescrição de antibióticos nas cistites agudas não complicadas a um agrupamento de centros de saúde em Lisboa mostrou uma conformidade global de 35,81%. Perante este resultado elaborou-se um trabalho de melhoria de qualidade. Objetivo: Melhorar a qualidade da prescrição antibiótica nas cistites agudas não complicadas, avaliar a eficácia da intervenção e a conformidade global de prescrição. Métodos: A intervenção consistiu em sessões educacionais, auditoria e feedback, criação de um fluxograma de apoio à prescrição e distribuição de um folheto dirigido às utentes. Para aferir os resultados da intervenção foi desenhado um estudo quasi-experimental, comparando a conformidade global e por unidades funcionais antes e após a intervenção. Resultados: Analisaram-se 1.226 episódios no período pré-intervenção e 1.055 episódios no período pós-intervenção. Após a intervenção, a conformidade global foi de 65,31%, o que representa uma melhoria global da prescrição de 82,40%. A melhoria foi considerada significativa. Conclusão: Os autores consideram que a combinação de várias estratégias foi crucial para o sucesso dos resultados obtidos. Adicionalmente, o elevado número de episódios analisados reforça a robustez desses resultados. É essencial reavaliar regularmente a qualidade da prescrição para garantir a sustentabilidade das melhorias a longo prazo. Trabalhos que, além da auditoria à adequação da prescrição antibiótica, procurem apurar os determinantes e crenças relacionados com a prescrição poderão ajudar a elaborar intervenções mais ajustadas, que garantam resultados eficazes e duradouros, de uma forma custo-eficaz.
Autores principais:Ortiz,Joana
Outros Autores:Vinagre,Leonardo; Bispo,Renato; Costa,Mar Mateus da; Neto,Madalena; Palma,Luís; Pinheiro,Joana Vital; Gonçalves,Joana; Franco,Inês Cruz; Ramos,Clara; Coelho,Paulo
Assunto:Cistite Padrões de prática médica Resistência a antibióticos Cuidados de saúde primários Gestão de antimicrobianos Educação médica continuada
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Introdução: As infeções do trato urinário são uma das principais causas de prescrição de antibióticos nos cuidados de saúde primários. Uma auditoria à qualidade da prescrição de antibióticos nas cistites agudas não complicadas a um agrupamento de centros de saúde em Lisboa mostrou uma conformidade global de 35,81%. Perante este resultado elaborou-se um trabalho de melhoria de qualidade. Objetivo: Melhorar a qualidade da prescrição antibiótica nas cistites agudas não complicadas, avaliar a eficácia da intervenção e a conformidade global de prescrição. Métodos: A intervenção consistiu em sessões educacionais, auditoria e feedback, criação de um fluxograma de apoio à prescrição e distribuição de um folheto dirigido às utentes. Para aferir os resultados da intervenção foi desenhado um estudo quasi-experimental, comparando a conformidade global e por unidades funcionais antes e após a intervenção. Resultados: Analisaram-se 1.226 episódios no período pré-intervenção e 1.055 episódios no período pós-intervenção. Após a intervenção, a conformidade global foi de 65,31%, o que representa uma melhoria global da prescrição de 82,40%. A melhoria foi considerada significativa. Conclusão: Os autores consideram que a combinação de várias estratégias foi crucial para o sucesso dos resultados obtidos. Adicionalmente, o elevado número de episódios analisados reforça a robustez desses resultados. É essencial reavaliar regularmente a qualidade da prescrição para garantir a sustentabilidade das melhorias a longo prazo. Trabalhos que, além da auditoria à adequação da prescrição antibiótica, procurem apurar os determinantes e crenças relacionados com a prescrição poderão ajudar a elaborar intervenções mais ajustadas, que garantam resultados eficazes e duradouros, de uma forma custo-eficaz.