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Displasia isolada da apófise longa da bigorna - um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo As malformações do ouvido médio são eventos raros, ocorrendo em 1/15000 nados vivos1-3. Estão geralmente associadas a outras malformações da cabeça e do pescoço podendo também ser parte integrante de síndromes malformativas. As malformações isoladas do ouvido médio são, por isso, eventos ainda mais raros cujo diagnóstico é desafiante4, sendo dificultado pela normal aparência do pavilhão auricular, canal auditivo externo e membrana timpânica. Neste artigo, iremos descrever um caso clínico de uma doente de 19 anos com história de surdez unilateral não tratada desde a infância. Ao exame objetivo ORL não apresentava alterações, tendo sido pedidos exames audiométricos que demonstraram uma surdez de condução no ouvido esquerdo com um gap aéro-ósseo de 54dB com timpanograma tipo A. O relatório da TC não descrevia alterações pelo que foi proposta uma timpanotomia exploradora que revelou uma displasia isolada da longa apófise da bigorna. Foi realizada uma ossiculoplastia do tipo II (classificação de Portmann)14 com enxerto autólogo de cortical mastoideia e cartilagem do tragus. O audiograma pós-operatório demonstrou uma redução do GAO médio para 18.75dB.
Autores principais:Cunha,António Trigueiros
Outros Autores:Cunha,Nuno Trigueiros; Duarte,Constança Oom; Fernandes,João Rainha; Machado,Maria Pimenta; Macor,Carlos
Assunto:Displasia Bigorna Malformação
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo As malformações do ouvido médio são eventos raros, ocorrendo em 1/15000 nados vivos1-3. Estão geralmente associadas a outras malformações da cabeça e do pescoço podendo também ser parte integrante de síndromes malformativas. As malformações isoladas do ouvido médio são, por isso, eventos ainda mais raros cujo diagnóstico é desafiante4, sendo dificultado pela normal aparência do pavilhão auricular, canal auditivo externo e membrana timpânica. Neste artigo, iremos descrever um caso clínico de uma doente de 19 anos com história de surdez unilateral não tratada desde a infância. Ao exame objetivo ORL não apresentava alterações, tendo sido pedidos exames audiométricos que demonstraram uma surdez de condução no ouvido esquerdo com um gap aéro-ósseo de 54dB com timpanograma tipo A. O relatório da TC não descrevia alterações pelo que foi proposta uma timpanotomia exploradora que revelou uma displasia isolada da longa apófise da bigorna. Foi realizada uma ossiculoplastia do tipo II (classificação de Portmann)14 com enxerto autólogo de cortical mastoideia e cartilagem do tragus. O audiograma pós-operatório demonstrou uma redução do GAO médio para 18.75dB.