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Vinculação aos pais e ao par romântico em adolescentes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tomando como ponto de partida a Teoria da Vinculação de Bowlby e Ainsworth e a abordagem conceptual e metodológica de Bartholomew, é apresen­tado um estudo empírico que pretende analisar (a) as associações entre a vincula­ção aos pais e a vinculação ao par romântico; e (b) as diferenças de género do adolescente e da figura parental nas representações da vinculação. Os resultados observados com a aplicação de duas entrevistas semi­‑estruturadas (Family Attach­ment Interview e Peer Attachment Interview de Bartholomew & Horowitz, 1991) a uma amostra de 82 adolescentes evidenciam a presença de regularidades nas re­presentações de ambos os domínios, manifestas não apenas em recorrências temá­ticas e de conteúdo, mas também em recorrências estruturais ao nível da or­ganiza­ção discursiva. Ainda que a magnitude dos valores seja moderada, de um modo geral, os adolescentes com vinculações seguras às figuras parentais relacio­nam­‑se de um modo mais seguro do ponto de vista romântico, apresentando repre­senta­ções mais favoráveis acerca de si próprio e dos outros. Na generalidade não foram observadas diferenças do género do adolescente nos padrões de vinculação, tendo sido a relação com a mãe classificada como mais preocupada e a relação com o pai como mais desinvestida apenas para os rapazes.
Autores principais:Matos,Paula Mena
Outros Autores:Costa,Maria Emília
Assunto:vinculação aos pais relações românticas adolescência narrativa
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Tomando como ponto de partida a Teoria da Vinculação de Bowlby e Ainsworth e a abordagem conceptual e metodológica de Bartholomew, é apresen­tado um estudo empírico que pretende analisar (a) as associações entre a vincula­ção aos pais e a vinculação ao par romântico; e (b) as diferenças de género do adolescente e da figura parental nas representações da vinculação. Os resultados observados com a aplicação de duas entrevistas semi­‑estruturadas (Family Attach­ment Interview e Peer Attachment Interview de Bartholomew & Horowitz, 1991) a uma amostra de 82 adolescentes evidenciam a presença de regularidades nas re­presentações de ambos os domínios, manifestas não apenas em recorrências temá­ticas e de conteúdo, mas também em recorrências estruturais ao nível da or­ganiza­ção discursiva. Ainda que a magnitude dos valores seja moderada, de um modo geral, os adolescentes com vinculações seguras às figuras parentais relacio­nam­‑se de um modo mais seguro do ponto de vista romântico, apresentando repre­senta­ções mais favoráveis acerca de si próprio e dos outros. Na generalidade não foram observadas diferenças do género do adolescente nos padrões de vinculação, tendo sido a relação com a mãe classificada como mais preocupada e a relação com o pai como mais desinvestida apenas para os rapazes.