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Violência obstétrica: revisão sistemática internacional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Este artigo visou uma revisão sistemática internacional acerca de violência obstétrica (VO), através do método PRISMA. Ao todo, 25 artigos foram incluídos na revisão, sendo 20 oriundos de países subdesenvolvidos. Constatou-se que a VO é comum em todo o mundo, havendo diferenças conceituais de acordo com o contexto social, cultural e econômico de onde ocorre. Se apresenta através de privações básicas como acesso a condições mínimas de saúde, como também pelo desrespeito às parturientes e puérperas através da negação de direitos como acompanhante no parto, experiência de parto positiva e uma assistência baseada em evidências e livre de violência. Está diretamente ligada às questões de poder, constituindo-se parte da violência estrutural contra a mulher, impregnada das questões de gênero. Desta maneira, somente intervenções complexas que contemplassem aspectos legais, de formação profissional em saúde, além de educação para a saúde e o próprio Estado, seriam capazes de contribuir para a diminuição desta prática.
Autores principais:Peloggia,Thaís
Outros Autores:Carderelli,Ludmila; Benincasa,Miria
Assunto:Violência obstétrica Violência contra a mulher Parto Gênero
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Este artigo visou uma revisão sistemática internacional acerca de violência obstétrica (VO), através do método PRISMA. Ao todo, 25 artigos foram incluídos na revisão, sendo 20 oriundos de países subdesenvolvidos. Constatou-se que a VO é comum em todo o mundo, havendo diferenças conceituais de acordo com o contexto social, cultural e econômico de onde ocorre. Se apresenta através de privações básicas como acesso a condições mínimas de saúde, como também pelo desrespeito às parturientes e puérperas através da negação de direitos como acompanhante no parto, experiência de parto positiva e uma assistência baseada em evidências e livre de violência. Está diretamente ligada às questões de poder, constituindo-se parte da violência estrutural contra a mulher, impregnada das questões de gênero. Desta maneira, somente intervenções complexas que contemplassem aspectos legais, de formação profissional em saúde, além de educação para a saúde e o próprio Estado, seriam capazes de contribuir para a diminuição desta prática.