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Mapear o campo artístico

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Resumo:Este artigo analisa a noção de campo artístico de Bourdieu, no intuito de explicar a sua abordagem específica da estética e mapear as características genéricas e as implicações do conceito de campo. A ideia relacional de campo foi desenvolvida ao longo de três décadas para pôr fim à oposição entre análises internalistas e externalistas das práticas e produtos artísticos. O conceito designa uma arena de acção autogovernada que opera simultaneamente como um espaço de forças objectivas e um terreno de lutas em torno de formas de competência e autoridade. A análise de campo é concomitantemente genética e estrutural: implica definir uma topologia de posições sociais pertinentes, caracterizar o habitus dos agentes activos, identificar as fontes e o grau de autonomia que dota o campo da sua capacidade prismática de seleccionar e refractar influências externas e, desse modo, configurar as interacções de acordo com a sua própria morfologia e história.
Autores principais:Wacquant,Loïc
Assunto:Pierre Bourdieu campo artístico produção cultural
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este artigo analisa a noção de campo artístico de Bourdieu, no intuito de explicar a sua abordagem específica da estética e mapear as características genéricas e as implicações do conceito de campo. A ideia relacional de campo foi desenvolvida ao longo de três décadas para pôr fim à oposição entre análises internalistas e externalistas das práticas e produtos artísticos. O conceito designa uma arena de acção autogovernada que opera simultaneamente como um espaço de forças objectivas e um terreno de lutas em torno de formas de competência e autoridade. A análise de campo é concomitantemente genética e estrutural: implica definir uma topologia de posições sociais pertinentes, caracterizar o habitus dos agentes activos, identificar as fontes e o grau de autonomia que dota o campo da sua capacidade prismática de seleccionar e refractar influências externas e, desse modo, configurar as interacções de acordo com a sua própria morfologia e história.