Publicação
Olhar o magistério "no próprio espelho": O conceito de profissionalidade e as possibilidades de se repensar o sentido da profissão docente
| Resumo: | Em seu livro Ofício de Mestre - Imagens e auto-imagens, o Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil, Miguel Arroyo, levanta as seguintes questões sobre o magistério: "Como a categoria pensa em si mesma? No espelho dos outros ou no próprio espelho?". Ao deixar se encantar pela "ilusão da profissionalização" - e a fortíssima influência que a vertente funcionalista exerce sobre esse conceito -, o magistério parece insistir em olhar para si mesmo "no espelho dos outros". Neste artigo, por meio da discussão dos conceitos de profissionalização, profissionalismo e profissionalidade e de uma revisão das principais vertentes da sociologia das profissões, discutimos as seguintes perguntas sobre esse tema: o que significa considerar que o magistério constitua, de fato, uma profissão? Quais as implicações de nos referirmos aos conceitos de profissionalização, profissionalismo e profissionalidade na descrição da atuação e das expectativas colocadas para o professor como profissional? Quais as possibilidades de se repensar o sentido do magistério a partir do conceito de profissionalidade? Ao final, defendemos a utilização do conceito de profissionalidade para se discutir a especificidade da profissão docente - ou seja, fazê-la olhar "no próprio espelho" - e que este abre novas possibilidades para se repensar o sentido do magistério. |
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| Autores principais: | Coelho,Ana Maria Simões |
| Outros Autores: | Diniz-Pereira,Júlio Emílio |
| Assunto: | Profissão docente Profissionalidade Sociologia das profissões Brasil |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Em seu livro Ofício de Mestre - Imagens e auto-imagens, o Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil, Miguel Arroyo, levanta as seguintes questões sobre o magistério: "Como a categoria pensa em si mesma? No espelho dos outros ou no próprio espelho?". Ao deixar se encantar pela "ilusão da profissionalização" - e a fortíssima influência que a vertente funcionalista exerce sobre esse conceito -, o magistério parece insistir em olhar para si mesmo "no espelho dos outros". Neste artigo, por meio da discussão dos conceitos de profissionalização, profissionalismo e profissionalidade e de uma revisão das principais vertentes da sociologia das profissões, discutimos as seguintes perguntas sobre esse tema: o que significa considerar que o magistério constitua, de fato, uma profissão? Quais as implicações de nos referirmos aos conceitos de profissionalização, profissionalismo e profissionalidade na descrição da atuação e das expectativas colocadas para o professor como profissional? Quais as possibilidades de se repensar o sentido do magistério a partir do conceito de profissionalidade? Ao final, defendemos a utilização do conceito de profissionalidade para se discutir a especificidade da profissão docente - ou seja, fazê-la olhar "no próprio espelho" - e que este abre novas possibilidades para se repensar o sentido do magistério. |
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