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SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAIS APLICADAS À PRODUÇÃO DE INSETOS

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO Introdução/enquadramento/objetivos Dados os problemas ambientais associados à produção de alimentos, foram surgindo algumas alternativas, nomeadamente a produção de insetos, sobretudo pelo seu teor proteico. Contudo, a bibliografia ainda é escassa; pretende-se neste artigo resumir os dados mais relevantes sobre o tema. Metodologia Trata-se de uma Revisão Bibliográfica, iniciada através de uma pesquisa realizada em maio de 2024, nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e RCAAP”. Conteúdo O valor nutricional depende da espécie específica. O impacto ambiental é menor do que a criação de gado bovino ou suíno, além de que exige menos tecnologia e investimento. Os insetos são bons bioconversores, ou seja, conseguem transformar biomassa de baixa qualidade em proteína com algum valor nutricional. Sendo muito ricos em proteína, poderão constituir alternativa à carne, peixe, leite, soja e ovos; mas as vantagens/desvantagens não são conhecidas com rigor. Os principais riscos biológicos incidem nas bactérias, vírus, parasitas, fungos e priões. Alguns vírus podem destruir as colónias; a maioria é específica de algumas espécies e, por exemplo, nem consegue causar doenças fora dos artrópodes; ou seja, atingir humanos ou outros animais, ainda que tenham parecenças com outros vírus que o façam. Alguns fungos conseguem produzir toxinas com capacidade de causar danos nos insetos. Quanto aos humanos, eventualmente de forma relevante apenas em indivíduos imunocomprometidos. A possibilidade de existirem priões nos insetos irá depender de se usar ou não proteína humana e/ou de gado bovino na alimentação dos mesmos. Por sua vez, os principais riscos químicos relacionam-se com a eventual existência de metais pesados, pesticidas, toxinas e/ou fármacos veterinários (por exemplo, hormonas e/ou antimicrobianos). Também é possível a exposição a lixívia, formaldeído e derivados do latex. Existem algumas medidas de proteção coletiva e individual salientadas na bibliografia. Discussão e Conclusões Ainda que este setor profissional seja mais frequente noutros continentes, poderá crescer no nosso país. Daí a necessidade dos profissionais da Saúde e Segurança Ocupacionais terem algumas noções básicas, até para conseguirem investigar a área, caso surja algum cliente aqui inserido e divulgar os resultados em publicações científicas.
Autores principais:Santos,M
Outros Autores:Almeida,A; Chagas,D
Assunto:produção de insetos saúde ocupacional medicina do trabalho enfermagem do trabalho e segurança no trabalho.
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:RESUMO Introdução/enquadramento/objetivos Dados os problemas ambientais associados à produção de alimentos, foram surgindo algumas alternativas, nomeadamente a produção de insetos, sobretudo pelo seu teor proteico. Contudo, a bibliografia ainda é escassa; pretende-se neste artigo resumir os dados mais relevantes sobre o tema. Metodologia Trata-se de uma Revisão Bibliográfica, iniciada através de uma pesquisa realizada em maio de 2024, nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e RCAAP”. Conteúdo O valor nutricional depende da espécie específica. O impacto ambiental é menor do que a criação de gado bovino ou suíno, além de que exige menos tecnologia e investimento. Os insetos são bons bioconversores, ou seja, conseguem transformar biomassa de baixa qualidade em proteína com algum valor nutricional. Sendo muito ricos em proteína, poderão constituir alternativa à carne, peixe, leite, soja e ovos; mas as vantagens/desvantagens não são conhecidas com rigor. Os principais riscos biológicos incidem nas bactérias, vírus, parasitas, fungos e priões. Alguns vírus podem destruir as colónias; a maioria é específica de algumas espécies e, por exemplo, nem consegue causar doenças fora dos artrópodes; ou seja, atingir humanos ou outros animais, ainda que tenham parecenças com outros vírus que o façam. Alguns fungos conseguem produzir toxinas com capacidade de causar danos nos insetos. Quanto aos humanos, eventualmente de forma relevante apenas em indivíduos imunocomprometidos. A possibilidade de existirem priões nos insetos irá depender de se usar ou não proteína humana e/ou de gado bovino na alimentação dos mesmos. Por sua vez, os principais riscos químicos relacionam-se com a eventual existência de metais pesados, pesticidas, toxinas e/ou fármacos veterinários (por exemplo, hormonas e/ou antimicrobianos). Também é possível a exposição a lixívia, formaldeído e derivados do latex. Existem algumas medidas de proteção coletiva e individual salientadas na bibliografia. Discussão e Conclusões Ainda que este setor profissional seja mais frequente noutros continentes, poderá crescer no nosso país. Daí a necessidade dos profissionais da Saúde e Segurança Ocupacionais terem algumas noções básicas, até para conseguirem investigar a área, caso surja algum cliente aqui inserido e divulgar os resultados em publicações científicas.