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Adesão do regime terapêutico medicamentoso dos idosos integrados nas equipas domiciliárias de Cuidados Continuados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: O aumento das patologias e co-morbilidades implica a polimedicação, podendo interferir na Adesão ao Regime Terapêutico Medicamentoso (ARTM) dos idosos. Objetivos: Descrever características sociodemográficas, económicas dos idosos apoiados pelas Equipas de Cuidados Continuados Integrados; caracterizar o nível de ARTM da população estudada; identificar variáveis que influenciam a não-adesão. Metodologia: Estudo descritivo/exploratório e correlacional, método quantitativo, amostra: 55 idosos. Resultados: Amostra com 78±7,9 anos, maioritariamente feminina (69,1%). Através da escala de medida de adesão ao tratamento verifica-se que 72,7% dos idosos não aderem à terapêutica medicamentosa e, 83,6% tomam três ou mais fármacos. No índice de Katz 25,5% dos idosos são muito dependentes; no Mini-exame do Estado Mental 47,3% têm alteração demencial moderada; na escala de depressão geriátrica 45,5% têm depressão moderada. O nível de ARTM apenas apresenta associação estatisticamente significativa com o estado mental, os indivíduos que apresentam alteração demencial têm pior nível de adesão. Conclusão: O baixo nível de ARTM é influenciado por fatores cognitivos que devem ser considerados no planeamento de ações promotoras para aumentar a ARTM nos idosos.
Autores principais:Monterroso,Lígia Eduarda Pereira
Outros Autores:Joaquim,Natércia; Sá,Luís Octávio de
Assunto:adesão à medicação idoso
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Enquadramento: O aumento das patologias e co-morbilidades implica a polimedicação, podendo interferir na Adesão ao Regime Terapêutico Medicamentoso (ARTM) dos idosos. Objetivos: Descrever características sociodemográficas, económicas dos idosos apoiados pelas Equipas de Cuidados Continuados Integrados; caracterizar o nível de ARTM da população estudada; identificar variáveis que influenciam a não-adesão. Metodologia: Estudo descritivo/exploratório e correlacional, método quantitativo, amostra: 55 idosos. Resultados: Amostra com 78±7,9 anos, maioritariamente feminina (69,1%). Através da escala de medida de adesão ao tratamento verifica-se que 72,7% dos idosos não aderem à terapêutica medicamentosa e, 83,6% tomam três ou mais fármacos. No índice de Katz 25,5% dos idosos são muito dependentes; no Mini-exame do Estado Mental 47,3% têm alteração demencial moderada; na escala de depressão geriátrica 45,5% têm depressão moderada. O nível de ARTM apenas apresenta associação estatisticamente significativa com o estado mental, os indivíduos que apresentam alteração demencial têm pior nível de adesão. Conclusão: O baixo nível de ARTM é influenciado por fatores cognitivos que devem ser considerados no planeamento de ações promotoras para aumentar a ARTM nos idosos.