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Subjetividade, experiência e encontro de saberes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo O propósito do texto é de sistematizar as razões de circunspeção em relação a certos usos da noção de "subjetividade", nomeadamente na análise da relação com a atividade de trabalho. Esta noção, originária da filosofia, embora notoriamente ambígua, tem vindo a ganhar destaque nos últimos anos, reavivando polémicas variadas. São analisadas produções científicas que a utilizam, especialmente quando esta noção permite delinear um "panorama conceptualizado". São também apresentados modelos de intervenção assentes nesse quadro com o objetivo de clarificar alguns debates. Em segundo lugar, são discutidos modelos teórico-metodológicos e de intervenção que fazem parte de uma comunidade epistémica fundada na convicção, emancipada da noção de subjetividade, de que os avanços das disciplinas científicas que têm como objeto de estudo a atividade laboral resultam do seu encontro com os saberes experienciais. O texto sublinha ainda o carácter heurístico das análises comparativas e apela também à vigilância nas utilizações, por vezes indiscriminadas, da noção de subjetividade.
Autores principais:Lacomblez,Marianne
Assunto:subjetividade trabalho comunidade epistémica encontro de saberes análises comparativas
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo O propósito do texto é de sistematizar as razões de circunspeção em relação a certos usos da noção de "subjetividade", nomeadamente na análise da relação com a atividade de trabalho. Esta noção, originária da filosofia, embora notoriamente ambígua, tem vindo a ganhar destaque nos últimos anos, reavivando polémicas variadas. São analisadas produções científicas que a utilizam, especialmente quando esta noção permite delinear um "panorama conceptualizado". São também apresentados modelos de intervenção assentes nesse quadro com o objetivo de clarificar alguns debates. Em segundo lugar, são discutidos modelos teórico-metodológicos e de intervenção que fazem parte de uma comunidade epistémica fundada na convicção, emancipada da noção de subjetividade, de que os avanços das disciplinas científicas que têm como objeto de estudo a atividade laboral resultam do seu encontro com os saberes experienciais. O texto sublinha ainda o carácter heurístico das análises comparativas e apela também à vigilância nas utilizações, por vezes indiscriminadas, da noção de subjetividade.