Publicação
Terapia cognitivo-comportamental na perturbação dismórfica corporal: modelos propostos e eficácia
| Resumo: | A perturbação dismórfica corporal (PDC) é uma doença incapacitante de elevada prevalência, que se manifesta através de uma preocupação excessiva com um ou mais defeitos corporais percebidos. A investigação até à data aponta a terapia cognitivo-comportamental (TCC) como um tratamento eficaz nesta patologia. O objetivo deste trabalho consistiu em fornecer uma revisão estruturada sobre o papel da TCC na PDC, abordando os modelos cognitivo-comportamentais e a sua eficácia. Assim, foi levada a cabo uma revisão não sistematizada da literatura através de uma pesquisa bibliográfica no PubMed. Aferiu-se que vários estudos têm escrutinado os fatores influentes na etiologia e manutenção da PDC, permitindo desenvolver modelos cognitivo-comportamentais explicativos do padrão de sintomas da doença. Tais modelos sugerem que estes doentes focam seletivamente a atenção nos defeitos percebidos e apresentam esquemas cognitivos disfuncionais sobre si e sobre os outros. Estes esquemas resultam em avaliações incorretas de estímulos sociais ambíguos, que são encarados como negativos, despoletando emoções negativas. Para reduzir estas emoções, os doentes recorrem a comportamentos de segurança e/ou evitamento que, funcionando como reforço negativo, perpetuam as crenças disfuncionais. As principais componentes da TCC para a PDC são a psicoeducação, a intervenção motivacional, a reestruturação cognitiva, a exposição com prevenção de resposta, o perceptual mirror retraining e a prevenção de recaída. Até à data, os estudos realizados evidenciam bons resultados da TCC na PDC. Contudo, verifica-se um elevado número de doentes que mantém sintomatologia significativa. Assim, apesar da TCC parecer eficaz no tratamento da PDC, continua a ser necessário realizar investigação adicional. |
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| Autores principais: | Dehanov,Sara |
| Outros Autores: | Oliveira,Catarina; Castro,Sara; Ferreira,Tiago; Ramos,José |
| Assunto: | perturbação dismórfica corporal terapia cognitivo-comportamental modelo cognitivo-comportamental eficácia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | A perturbação dismórfica corporal (PDC) é uma doença incapacitante de elevada prevalência, que se manifesta através de uma preocupação excessiva com um ou mais defeitos corporais percebidos. A investigação até à data aponta a terapia cognitivo-comportamental (TCC) como um tratamento eficaz nesta patologia. O objetivo deste trabalho consistiu em fornecer uma revisão estruturada sobre o papel da TCC na PDC, abordando os modelos cognitivo-comportamentais e a sua eficácia. Assim, foi levada a cabo uma revisão não sistematizada da literatura através de uma pesquisa bibliográfica no PubMed. Aferiu-se que vários estudos têm escrutinado os fatores influentes na etiologia e manutenção da PDC, permitindo desenvolver modelos cognitivo-comportamentais explicativos do padrão de sintomas da doença. Tais modelos sugerem que estes doentes focam seletivamente a atenção nos defeitos percebidos e apresentam esquemas cognitivos disfuncionais sobre si e sobre os outros. Estes esquemas resultam em avaliações incorretas de estímulos sociais ambíguos, que são encarados como negativos, despoletando emoções negativas. Para reduzir estas emoções, os doentes recorrem a comportamentos de segurança e/ou evitamento que, funcionando como reforço negativo, perpetuam as crenças disfuncionais. As principais componentes da TCC para a PDC são a psicoeducação, a intervenção motivacional, a reestruturação cognitiva, a exposição com prevenção de resposta, o perceptual mirror retraining e a prevenção de recaída. Até à data, os estudos realizados evidenciam bons resultados da TCC na PDC. Contudo, verifica-se um elevado número de doentes que mantém sintomatologia significativa. Assim, apesar da TCC parecer eficaz no tratamento da PDC, continua a ser necessário realizar investigação adicional. |
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