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Descolamento séptico de prótese total do punho: Sistematização de uma abordagem terapêutica
| Summary: | Introdução: A artroplastia total do punho não consegue mimetizar, em toda a sua plenitude, o complexo mecanismo articular do punho. As alternativas terapêuticas para a artrose do punho são várias e mais económicas, ao contrário da gonartrose e coxartrose em que o tratamento artroplástico oferece um custo-benefício incomparavelmente melhor. Objectivo: A propósito de um caso clínico de infecção crónica em artroplastia do punho, procurámos discutir e definir uma conduta terapêutica (algoritmo) para casos similares, tendo em consideração o grau de osteólise, a presença de descolamento e inerente instabilidade e o estado das partes moles. Os autores reportam um caso clínico de indivíduo, do sexo masculino, de 58 anos, trabalhador manual, que em 2012 desenvolveu dor e exuberantes sinais inflamatórios em prótese total do punho direito, com trajecto fistuloso. Feita cirurgia de revisão em dois tempos: no primeiro tempo cirúrgico, procedeu-se à remoção do implante, limpeza cirúrgica, interposição de espaçador com cimento impregnado com antibióticos, imobilização gessada e no 2º tempo cirúrgico, artrodese rádio-metacárpica com placa pré-moldada e interposição de enxerto autólogo. Discussão e Resultados: O aperfeiçoamento protésico dos últimos anos têm contribuído para a crescente utilização da artroplastia como opção terapêutica na artrose do punho com bons resultados. Apesar de ser uma opção atrativa em termos funcionais, a artroplastia não é isenta de riscos e tem maior taxa de complicações a médio e a longo prazo do que a artrodese, assim a selecção dos doentes deve ser criteriosa. O drama da revisão artroplástica prende-se com a ausência de capital ósseo para promover uma fusão, e com o significativo encurtamento existente após a remoção do implante. Conclusão: O sucesso da artroplastia do punho depende de uma criteriosa selecção do doente, um cuidadoso planeamento pré-operatório, uma técnica cirúrgica rigorosa e um adequado programa de reabilitação funcional. A artrodese do punho, em última análise, poderá ser vista como um derradeiro procedimento de salvação na falência protésica, seja um descolamento mecânico ou infeccioso. |
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| Main Authors: | Neves,João |
| Other Authors: | Fachada,Nuno; Carvalho,Miguel; Araújo,Amílcar; Batista,Mafalda; Vasconcelos,Mónica; Bispo,Catarina |
| Subject: | Descolamento séptico antibioterapia espaçador artrodese rádio-cárpica |
| Year: | 2014 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | report |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | SciELO Portugal |
| Summary: | Introdução: A artroplastia total do punho não consegue mimetizar, em toda a sua plenitude, o complexo mecanismo articular do punho. As alternativas terapêuticas para a artrose do punho são várias e mais económicas, ao contrário da gonartrose e coxartrose em que o tratamento artroplástico oferece um custo-benefício incomparavelmente melhor. Objectivo: A propósito de um caso clínico de infecção crónica em artroplastia do punho, procurámos discutir e definir uma conduta terapêutica (algoritmo) para casos similares, tendo em consideração o grau de osteólise, a presença de descolamento e inerente instabilidade e o estado das partes moles. Os autores reportam um caso clínico de indivíduo, do sexo masculino, de 58 anos, trabalhador manual, que em 2012 desenvolveu dor e exuberantes sinais inflamatórios em prótese total do punho direito, com trajecto fistuloso. Feita cirurgia de revisão em dois tempos: no primeiro tempo cirúrgico, procedeu-se à remoção do implante, limpeza cirúrgica, interposição de espaçador com cimento impregnado com antibióticos, imobilização gessada e no 2º tempo cirúrgico, artrodese rádio-metacárpica com placa pré-moldada e interposição de enxerto autólogo. Discussão e Resultados: O aperfeiçoamento protésico dos últimos anos têm contribuído para a crescente utilização da artroplastia como opção terapêutica na artrose do punho com bons resultados. Apesar de ser uma opção atrativa em termos funcionais, a artroplastia não é isenta de riscos e tem maior taxa de complicações a médio e a longo prazo do que a artrodese, assim a selecção dos doentes deve ser criteriosa. O drama da revisão artroplástica prende-se com a ausência de capital ósseo para promover uma fusão, e com o significativo encurtamento existente após a remoção do implante. Conclusão: O sucesso da artroplastia do punho depende de uma criteriosa selecção do doente, um cuidadoso planeamento pré-operatório, uma técnica cirúrgica rigorosa e um adequado programa de reabilitação funcional. A artrodese do punho, em última análise, poderá ser vista como um derradeiro procedimento de salvação na falência protésica, seja um descolamento mecânico ou infeccioso. |
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