Publicação
Burnout e interação trabalho-família em enfermeiros: Estudo exploratório com o Survey Work-Home Interaction Nijmegen (SWING)
| Resumo: | O trabalho e a família constituem os principais Contextos na sociedade atual. Inicialmente, as investigações centraram-se na perspetiva negativa da relação trabalho-família, nomeadamente no desencadear do burnout. Com o desenvolvimento da Psicologia Positiva, a investigação privilegiou a perspetiva positiva desta relação, mantendo-se a ideia de bidirecionalidade. Pelas exigências da sua atividade profissional os enfermeiros constituem um grupo vulnerável ao burnout e ao conflito entre trabalho e família. O Survey Work-Home Interaction Nijmegen (SWING, de Geurts et al., 2005) avalia esta bidirecionalidade nas duas perspetivas e neste trabalho pretende-se explorar as propriedades psicométricas do SWING numa amostra de enfermeiros e conhecer a prevalência da interação trabalho-família e sua relação com o burnout. Através do SWING e do Maslach Burnout Inventory foram recolhidos dados de 307 enfermeiros de hospitais públicos e centros de saúde portugueses. Os enfermeiros reportam baixos níveis de burnout, maior interação trabalho-família negativa do que interação família-trabalho negativa, e maior interação família-trabalho positiva do que interação trabalho-família positiva. A análise fatorial confirmatória revelou que o modelo de quatro fatores correlacionados, que distingue a direção da interação (trabalho-família ou família-trabalho) e a qualidade (negativa ou positiva), é o que melhor se adequa aos dados. A versão portuguesa do SWING apresenta boa consistência interna e existem correlações significativas entre as dimensões do SWING e o burnout. Os resultados permitem concluir que esta versão do SWING possui propriedades psicométricas satisfatórias, constituindo um instrumento de medida da interação trabalho-família adequado à língua portuguesa e útil para conhecer a realidade profissional dos enfermeiros. |
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| Autores principais: | Pereira,Ana Mónica |
| Outros Autores: | Queirós,Cristina; Gonçalves,Sónia P.; Carlotto,Mary Sandra; Borges,Elizabete |
| Assunto: | Enfermeiros Burnout Análise fatorial Conflito |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | O trabalho e a família constituem os principais Contextos na sociedade atual. Inicialmente, as investigações centraram-se na perspetiva negativa da relação trabalho-família, nomeadamente no desencadear do burnout. Com o desenvolvimento da Psicologia Positiva, a investigação privilegiou a perspetiva positiva desta relação, mantendo-se a ideia de bidirecionalidade. Pelas exigências da sua atividade profissional os enfermeiros constituem um grupo vulnerável ao burnout e ao conflito entre trabalho e família. O Survey Work-Home Interaction Nijmegen (SWING, de Geurts et al., 2005) avalia esta bidirecionalidade nas duas perspetivas e neste trabalho pretende-se explorar as propriedades psicométricas do SWING numa amostra de enfermeiros e conhecer a prevalência da interação trabalho-família e sua relação com o burnout. Através do SWING e do Maslach Burnout Inventory foram recolhidos dados de 307 enfermeiros de hospitais públicos e centros de saúde portugueses. Os enfermeiros reportam baixos níveis de burnout, maior interação trabalho-família negativa do que interação família-trabalho negativa, e maior interação família-trabalho positiva do que interação trabalho-família positiva. A análise fatorial confirmatória revelou que o modelo de quatro fatores correlacionados, que distingue a direção da interação (trabalho-família ou família-trabalho) e a qualidade (negativa ou positiva), é o que melhor se adequa aos dados. A versão portuguesa do SWING apresenta boa consistência interna e existem correlações significativas entre as dimensões do SWING e o burnout. Os resultados permitem concluir que esta versão do SWING possui propriedades psicométricas satisfatórias, constituindo um instrumento de medida da interação trabalho-família adequado à língua portuguesa e útil para conhecer a realidade profissional dos enfermeiros. |
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