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Índico e(m) Moçambique: notas sobre o outro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Salientando contextos, imaginários e tensões que configuram a região do Oceano Índico, este ensaio pretende focar as representações do indiano na literatura moçambicana e mais especificamentena prosa de João Paulo Borges Coelho. Através da análise da personagem Valgy, o louco comerciante monhé do romance Crónica da Rua 513.2 (Coelho, 2006), procurar-se-á evidenciar os diversos regimes de alteridade vivenciados por esta personagem. A partir desta personagem e da sua geografia afetiva - que parece confundir-se ora com a história nacionalora com o mito da história - observaremos como Valgy revaloriza a fronteira ambígua das coordenadas de existência espaço / tempo, resgatando a virtualidade poética do Oceano Índico, e sinalizando, numa geografia comum, a particular complexidade da história.
Autores principais:Can,Nazir Ahmed
Assunto:Literatura Moçambicana Indiano Outro/Alteridade João Paulo Borges Coelho Oceano Índico
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Salientando contextos, imaginários e tensões que configuram a região do Oceano Índico, este ensaio pretende focar as representações do indiano na literatura moçambicana e mais especificamentena prosa de João Paulo Borges Coelho. Através da análise da personagem Valgy, o louco comerciante monhé do romance Crónica da Rua 513.2 (Coelho, 2006), procurar-se-á evidenciar os diversos regimes de alteridade vivenciados por esta personagem. A partir desta personagem e da sua geografia afetiva - que parece confundir-se ora com a história nacionalora com o mito da história - observaremos como Valgy revaloriza a fronteira ambígua das coordenadas de existência espaço / tempo, resgatando a virtualidade poética do Oceano Índico, e sinalizando, numa geografia comum, a particular complexidade da história.