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Música para os Seus Ouvidos: Um Caso de Alucinose Musical Idiopática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo A alucinose musical é uma doença com fisiopatologia mal-esclarecida, na qual a hipoacusia e as patologias do humor poderão ser fatores desencadeantes. Apesar de não existir uma abordagem terapêutica consensual, a psicoeducação desempenha um papel fulcral. Apresenta-se o caso de uma mulher de 84 anos de idade com hipoacusia e perturbação depressiva reativa ao papel de cuidadora do marido. Quatro dias após introdução de medicação antidepressiva iniciou quadro de alucinose musical auditiva, onde ouvia músicas da sua infância de forma contínua, ao longo do dia. Estas queixas mantiveram-se apesar da interrupção da terapêutica antidepressiva e mostraram-se refratárias à toma de antipsicóticos. Após despiste de patologias orgânicas foi iniciada psicoeducação, com enfoque no aumento da atividade social e estímulos auditivos e otimização das patologias co-mórbidas, tendo a doente apresentado evolução favorável e resolução quase completa das queixas.
Autores principais:Correia,Joana Raquel Pereira
Outros Autores:Flores,Tiago Fernandes; Costa,Joana Filipa Correia
Assunto:Alucinações Música Perda Auditiva/complicações Perturbações Mentais/complicação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo A alucinose musical é uma doença com fisiopatologia mal-esclarecida, na qual a hipoacusia e as patologias do humor poderão ser fatores desencadeantes. Apesar de não existir uma abordagem terapêutica consensual, a psicoeducação desempenha um papel fulcral. Apresenta-se o caso de uma mulher de 84 anos de idade com hipoacusia e perturbação depressiva reativa ao papel de cuidadora do marido. Quatro dias após introdução de medicação antidepressiva iniciou quadro de alucinose musical auditiva, onde ouvia músicas da sua infância de forma contínua, ao longo do dia. Estas queixas mantiveram-se apesar da interrupção da terapêutica antidepressiva e mostraram-se refratárias à toma de antipsicóticos. Após despiste de patologias orgânicas foi iniciada psicoeducação, com enfoque no aumento da atividade social e estímulos auditivos e otimização das patologias co-mórbidas, tendo a doente apresentado evolução favorável e resolução quase completa das queixas.