Publicação
As transformações urbanas nos últimos doze anos no centro histórico de Vila Nova de Gaia: continuidade territorial com o centro histórico do Porto e desafios patrimoniais no processo de turistificação
| Resumo: | Apesar da independência administrativa e da sua especificidade territorial, os centros históricos de Porto e de Vila Nova de Gaia apresentam uma contiguidade e inter-relação. Este artigo pretende realizar uma leitura das dinâmicas urbanas e das transformações nos últimos doze anos no centro histórico de Gaia, incluindo as que foram operadas nos armazéns de vinho do Porto, que ocupam cerca de 60% do centro histórico. Esta leitura permitirá uma compreensão da especificidade deste território que deve ser lido atendendo à sua continuidade com o centro histórico do Porto. A abertura num curto período de um grande número de alojamentos, restaurantes e outros espaços de consumo está a conduzir a uma nova monofuncionalidade do Entreposto. Também em termos estruturais as intervenções recentes merecem uma reflexão. Se, por um lado, as acções de salvaguarda e de reabilitação aumentaram, por outro lado, acentuaram-se os casos de descaracterização e de demolição do edificado ligado ao vinho, com efeitos irreversíveis para o interesse patrimonial de conjunto do edificado e para a perda da identidade do lugar. |
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| Autores principais: | Pereira,Mariana Abrunhosa |
| Assunto: | património turismo centros históricos Vila Nova de Gaia armazéns |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Apesar da independência administrativa e da sua especificidade territorial, os centros históricos de Porto e de Vila Nova de Gaia apresentam uma contiguidade e inter-relação. Este artigo pretende realizar uma leitura das dinâmicas urbanas e das transformações nos últimos doze anos no centro histórico de Gaia, incluindo as que foram operadas nos armazéns de vinho do Porto, que ocupam cerca de 60% do centro histórico. Esta leitura permitirá uma compreensão da especificidade deste território que deve ser lido atendendo à sua continuidade com o centro histórico do Porto. A abertura num curto período de um grande número de alojamentos, restaurantes e outros espaços de consumo está a conduzir a uma nova monofuncionalidade do Entreposto. Também em termos estruturais as intervenções recentes merecem uma reflexão. Se, por um lado, as acções de salvaguarda e de reabilitação aumentaram, por outro lado, acentuaram-se os casos de descaracterização e de demolição do edificado ligado ao vinho, com efeitos irreversíveis para o interesse patrimonial de conjunto do edificado e para a perda da identidade do lugar. |
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