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Avaliação cognitiva breve para detecção de encefalopatia em pacientes com doença hepática crônica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Pacientes com insuficiência hepática crônica evoluem frequentemente com encefalopatia hepática (EH), mas aspectos cognitivos específicos desta têm sido pouco estudados. Objetivos: Avaliar capacidade cognitiva e prevalência de EH em pacientes internados com hepatopatia crônica no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e correlacionar a avaliação cognitiva com sinais clínicos de insuficiência hepática e a reserva funcional. Métodos: Aplicaram-se o mini-exame do estado mental (MEEM) e a avaliação clínica para EH, correlacionando-os com a classificação de Child-Turcotte-Pugh (CCTP) e sinais clínicos de insuficiência hepática. Resultados: A idade variou de 21-85 anos, com média de 52,9 (±15), 57,6% Child C. Verificou-se que 43,1% apresentavam EH clinicamente evidente e 53,3% déficit cognitivo. Não se verificou associação destes índices com icterícia, ascite, eritema palmar e asterixis (p = NS), mas houve associação entre as pontuações do MEEM (p = 0,017) e EH e a classificação de Child-Turcotte-Pugh (p = 0,046). Conclusões: A prevalência de EH clinicamente evidente foi de 43,1%, enquanto 53,3% apresentaram déficit cognitivo, atribuindo-se uma prevalência de «EH mínima» a 10,2%. As duas avaliações (EH e avaliação cognitiva) associaram-se com a CCTP. É importante a realização de estudos posteriores sobre testes neuropsicológicos adequados para detectar sutis alterações cognitivas em hepatopatas.
Autores principais:Sousa-Muñoz,Rilva
Outros Autores:Maroja,José Luiz; Vasconcelos,Fernando Roberto; Melo,Joyce
Assunto:Insuficiência hepática Cognição Mini-exame do estado mental Encefalopatia hepática Avaliação de sintomas
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Introdução: Pacientes com insuficiência hepática crônica evoluem frequentemente com encefalopatia hepática (EH), mas aspectos cognitivos específicos desta têm sido pouco estudados. Objetivos: Avaliar capacidade cognitiva e prevalência de EH em pacientes internados com hepatopatia crônica no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e correlacionar a avaliação cognitiva com sinais clínicos de insuficiência hepática e a reserva funcional. Métodos: Aplicaram-se o mini-exame do estado mental (MEEM) e a avaliação clínica para EH, correlacionando-os com a classificação de Child-Turcotte-Pugh (CCTP) e sinais clínicos de insuficiência hepática. Resultados: A idade variou de 21-85 anos, com média de 52,9 (±15), 57,6% Child C. Verificou-se que 43,1% apresentavam EH clinicamente evidente e 53,3% déficit cognitivo. Não se verificou associação destes índices com icterícia, ascite, eritema palmar e asterixis (p = NS), mas houve associação entre as pontuações do MEEM (p = 0,017) e EH e a classificação de Child-Turcotte-Pugh (p = 0,046). Conclusões: A prevalência de EH clinicamente evidente foi de 43,1%, enquanto 53,3% apresentaram déficit cognitivo, atribuindo-se uma prevalência de «EH mínima» a 10,2%. As duas avaliações (EH e avaliação cognitiva) associaram-se com a CCTP. É importante a realização de estudos posteriores sobre testes neuropsicológicos adequados para detectar sutis alterações cognitivas em hepatopatas.