Publicação
Imunoterapia específica subcutânea: Qual a persistência e adesão dos doentes na vida real?
| Resumo: | Fundamentos: Nas terapêuticas crónicas, a persistência e adesão à terapêutica são essenciais. Contudo, há poucos estudos que avaliem estes aspectos na imunoterapia específica subcutânea (ITSC). Objectivos: Avaliar persistência e adesão à ITSC num conjunto de doentes seguidos em consulta hospitalar de Imunoalergologia. Métodos: Estudo retrospectivo avaliando quantos doentes persistiam em Maio/2011 a receber ITSC, em relação aos que em Maio/2010 tinham efectuado uma injecção de ITSC na nossa Consulta de Imunoalergologia. Avaliaram -se diferenças em características demográficas e clínicas dos doentes que persistiam versus os que não persistiam. Adicionalmente, descrevemos as doses cumulativas recebidas pelos doentes que persistiram na ITSC, comparando -as com as doses expectáveis, atendendo ao tipo de vacina. Resultados: Dos 220 doentes que em Maio/2010 receberam injecções de manutenção de ITSC, 128 (58%) foram persistentes, ou seja, mantiveram -se a receber esta terapêutica durante o ano seguinte. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre sexos ou entre diferentes estratos etários. Verificou-se uma menor persistência em doentes sob ITSC a gramíneas (48%) e uma maior persistência na ITSC em doentes que tinham simultaneamente asma e rinite (63%), em doentes tratados com dois ou mais fármacos (66%) e em doentes que referiam melhoria clínica nos dias após a injecção da vacina (62%). Receberam doses cumulativas superiores a 70% do esperado 119/128 doentes e receberam doses cumulativas superiores a 90% do esperado 69/128 doentes, demonstrando-se uma boa adesão aos esquemas de ITSC propostos. Conclusões: A persistência na ITSC durante um ano ocorre em pelo menos 58% dos doentes de consulta hospitalar de Imunoalergologia, com um bom cumprimento das doses previstas, o que compara favoravelmente com outras terapêuticas. São necessários mais estudos comparando entre a persistência e adesão a diferentes terapêuticas, a fim de permitir uma prescrição que integre também estes aspectos da maior relevância no tratamento de doenças crónicas |
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| Autores principais: | Ferreira,Manuel Branco |
| Outros Autores: | Viegas,Leonor Paulos; Resende,Anabela; Machado,Cândida; Barbosa,Manuel Pereira |
| Assunto: | Adesão alergia imunoterapia específica persistência |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Fundamentos: Nas terapêuticas crónicas, a persistência e adesão à terapêutica são essenciais. Contudo, há poucos estudos que avaliem estes aspectos na imunoterapia específica subcutânea (ITSC). Objectivos: Avaliar persistência e adesão à ITSC num conjunto de doentes seguidos em consulta hospitalar de Imunoalergologia. Métodos: Estudo retrospectivo avaliando quantos doentes persistiam em Maio/2011 a receber ITSC, em relação aos que em Maio/2010 tinham efectuado uma injecção de ITSC na nossa Consulta de Imunoalergologia. Avaliaram -se diferenças em características demográficas e clínicas dos doentes que persistiam versus os que não persistiam. Adicionalmente, descrevemos as doses cumulativas recebidas pelos doentes que persistiram na ITSC, comparando -as com as doses expectáveis, atendendo ao tipo de vacina. Resultados: Dos 220 doentes que em Maio/2010 receberam injecções de manutenção de ITSC, 128 (58%) foram persistentes, ou seja, mantiveram -se a receber esta terapêutica durante o ano seguinte. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre sexos ou entre diferentes estratos etários. Verificou-se uma menor persistência em doentes sob ITSC a gramíneas (48%) e uma maior persistência na ITSC em doentes que tinham simultaneamente asma e rinite (63%), em doentes tratados com dois ou mais fármacos (66%) e em doentes que referiam melhoria clínica nos dias após a injecção da vacina (62%). Receberam doses cumulativas superiores a 70% do esperado 119/128 doentes e receberam doses cumulativas superiores a 90% do esperado 69/128 doentes, demonstrando-se uma boa adesão aos esquemas de ITSC propostos. Conclusões: A persistência na ITSC durante um ano ocorre em pelo menos 58% dos doentes de consulta hospitalar de Imunoalergologia, com um bom cumprimento das doses previstas, o que compara favoravelmente com outras terapêuticas. São necessários mais estudos comparando entre a persistência e adesão a diferentes terapêuticas, a fim de permitir uma prescrição que integre também estes aspectos da maior relevância no tratamento de doenças crónicas |
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