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Pai idoso com uma filha com deficiência intelectual: estudo de caso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo A crescente longevidade das pessoas com deficiência intelectual e o envelhecimento concomitante dos seus pais geram uma problematização para a saúde pública no âmbito do Estado e da comunidade assistida. Este trabalho tem por objetivo compreender os processos subjetivos da pessoa idosa com filho deficiente, a partir da teoria da subjetividade proposta por Fernando Luis González Rey. Foi realizado um estudo de caso com um idoso de 97 anos cuidador de uma filha com deficiência de 62 anos. Através da metodologia construtivo-interpretativa, por meio da dinâmica conversacional e do complemento de frases, foram obtidas as informações que geraram três zonas de sentido: 1) Expectativa do nascimento e o impacto do diagnóstico; 2) Ações mobilizadoras de superação frente ao desafio da deficiência; 3) A influência da deficiência no exercício da paternidade. Os resultados indicaram produções de sentidos na velhice, configuradas subjetivamente ao longo da sua história de vida, com implicações do cuidado na família, instituições governamentais e na sociedade civil. Recomenda-se que os profissionais de saúde ampliem a compreensão sobre a subjetividade da pessoa idosa, pois estes processos proporcionam sentido para a existência.
Autores principais:Bucher-Maluschke,Júlia
Outros Autores:Pereira,Izamélia; Silva,Jonas; Käppler,Christoph
Assunto:Subjetividade Família Deficiência intelectual Envelhecimento Cuidado
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo A crescente longevidade das pessoas com deficiência intelectual e o envelhecimento concomitante dos seus pais geram uma problematização para a saúde pública no âmbito do Estado e da comunidade assistida. Este trabalho tem por objetivo compreender os processos subjetivos da pessoa idosa com filho deficiente, a partir da teoria da subjetividade proposta por Fernando Luis González Rey. Foi realizado um estudo de caso com um idoso de 97 anos cuidador de uma filha com deficiência de 62 anos. Através da metodologia construtivo-interpretativa, por meio da dinâmica conversacional e do complemento de frases, foram obtidas as informações que geraram três zonas de sentido: 1) Expectativa do nascimento e o impacto do diagnóstico; 2) Ações mobilizadoras de superação frente ao desafio da deficiência; 3) A influência da deficiência no exercício da paternidade. Os resultados indicaram produções de sentidos na velhice, configuradas subjetivamente ao longo da sua história de vida, com implicações do cuidado na família, instituições governamentais e na sociedade civil. Recomenda-se que os profissionais de saúde ampliem a compreensão sobre a subjetividade da pessoa idosa, pois estes processos proporcionam sentido para a existência.