Publicação
FONTES DE INFORMAÇÃO E AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS SOBRE ALIMENTA- ÇÃO E NUTRIÇÃO EM COLABORADORES DE UM MUNICÍPIO
| Resumo: | RESUMO INTRODUÇÃO: O local de trabalho é uma importante área de ação para a promoção de estilos de vida saudáveis. OBJETIVOS: Avaliar fontes de informação e temáticas que suscitam maior interesse sobre alimentação/nutrição, estado de saúde e conhecimentos sobre alimentação dos colaboradores de uma câmara municipal. METODOLOGIA: Participaram no estudo 118 colaboradores de uma câmara municipal. Foram recolhidos dados sociodemográficos, autoperceção do estado de saúde, peso e altura, fontes de informação e temas preferenciais sobre alimentação/nutrição e conhecimentos nesta área (recomendações dietéticas; fonte alimentar de nutrientes; relação dieta-doença) através do Questionário de Conhecimentos Nutricionais (QCN). RESULTADOS: As mulheres apresentaram nível superior de conhecimentos, quer no total (p = 0,001), quer nas secções relativa à fonte alimentar de nutrientes (p = 0,001) e à relação dieta-doença (p = 0,030). Também os participantes mais novos (R = -0,205; p = 0,030), com menor índice de massa corporal (R = -0,188; p = 0,049), maiores habilitações literárias (R = 0,506; p < 0,001) e que se autopercecionam mais saudáveis (R = 0,123) apresentaram nível superior de conhecimentos. A secção relativa à relação dieta- doença foi aquela em que se verificou menor nível de conhecimentos. Relativamente às fontes de informação, 67,8% relataram ter por hábito fazê-lo, principalmente na Internet (58,5%) ou através de um médico (30,5%). Os participantes que realizam pesquisa apresentaram um maior nível de conhecimentos (mediana = 67,2% vs. 57,8%; p = 0,004). Estudaram-se também as diferenças nos conhecimentos entre quem utilizava ou não cada fonte de informação. CONCLUSÕES: Estes resultados evidenciam que o nível de conhecimentos sobre alimentação neste grupo não é elevado, justificando a necessidade de implementar intervenções a nível da promoção da literacia alimentar/nutricional. Pelas suas características, a vertente da educação alimentar deve ser prioritária, bem como intervenções ao nível do ambiente alimentar no local de trabalho. |
|---|---|
| Autores principais: | Pessoa,Cláudia |
| Outros Autores: | Sampaio,Marta; Poínhos,Rui; Afonso,Cláudia |
| Assunto: | Conhecimentos alimentares e nutricionais Intervenções alimentares Local de trabalho Promoção da saúde |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO INTRODUÇÃO: O local de trabalho é uma importante área de ação para a promoção de estilos de vida saudáveis. OBJETIVOS: Avaliar fontes de informação e temáticas que suscitam maior interesse sobre alimentação/nutrição, estado de saúde e conhecimentos sobre alimentação dos colaboradores de uma câmara municipal. METODOLOGIA: Participaram no estudo 118 colaboradores de uma câmara municipal. Foram recolhidos dados sociodemográficos, autoperceção do estado de saúde, peso e altura, fontes de informação e temas preferenciais sobre alimentação/nutrição e conhecimentos nesta área (recomendações dietéticas; fonte alimentar de nutrientes; relação dieta-doença) através do Questionário de Conhecimentos Nutricionais (QCN). RESULTADOS: As mulheres apresentaram nível superior de conhecimentos, quer no total (p = 0,001), quer nas secções relativa à fonte alimentar de nutrientes (p = 0,001) e à relação dieta-doença (p = 0,030). Também os participantes mais novos (R = -0,205; p = 0,030), com menor índice de massa corporal (R = -0,188; p = 0,049), maiores habilitações literárias (R = 0,506; p < 0,001) e que se autopercecionam mais saudáveis (R = 0,123) apresentaram nível superior de conhecimentos. A secção relativa à relação dieta- doença foi aquela em que se verificou menor nível de conhecimentos. Relativamente às fontes de informação, 67,8% relataram ter por hábito fazê-lo, principalmente na Internet (58,5%) ou através de um médico (30,5%). Os participantes que realizam pesquisa apresentaram um maior nível de conhecimentos (mediana = 67,2% vs. 57,8%; p = 0,004). Estudaram-se também as diferenças nos conhecimentos entre quem utilizava ou não cada fonte de informação. CONCLUSÕES: Estes resultados evidenciam que o nível de conhecimentos sobre alimentação neste grupo não é elevado, justificando a necessidade de implementar intervenções a nível da promoção da literacia alimentar/nutricional. Pelas suas características, a vertente da educação alimentar deve ser prioritária, bem como intervenções ao nível do ambiente alimentar no local de trabalho. |
|---|