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Cerâmica de tradição islâmica em contexto português. Séculos XII-XIV

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Pretende-se1 avançar com uma primeira análise às lógicas de continuidade entre o período islâmico e os momentos posteriores à conquista cristã, patentes na cerâmica produzida em várias cidades e áreas geográficas do território nacional. Muito embora se assuma o carácter preliminar desta abordagem, tenta-se também uma interpretação das diferenças regionais assinaladas, a partir de factores como o âmbito temporal da presença islâmica e as relações centro-periferia. Verifica-se que a leitura defensora da disrupção, oferecida por alguma história política, não encontra apoio no registo arqueológico, em especial nas latitudes mais meridionais. Aí anuncia-se não só um cenário de evidente manutenção das tradições de período islâmico, mas também a integração contínua de inovações e tendências provenientes da região peninsular onde o poder muçulmano continuava a dominar, nas cadeias operatórias locais. Esta realidade demonstra como séculos de integração cultural centrada no Mediterrâneo, e especialmente evidente nas materialidades, resistiram ao surgimento de novas fronteiras e à chegada de novos actores sociais.
Autores principais:Liberato,Marco
Outros Autores:Inácio,Isabel; Lopes,Gonçalo; Santos,Constança dos; Bugalhão,Jacinta; Catarino,Helena; Cavaco,Sandra; Covaneiro,Jaquelina; Fernandes,Isabel Cristina; Gomes,Ana Sofia; Gómez,Susana; Gonçalves,Maria José
Assunto:Evidência arqueológica conquista cristã cerâmica tradição islâmica
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Pretende-se1 avançar com uma primeira análise às lógicas de continuidade entre o período islâmico e os momentos posteriores à conquista cristã, patentes na cerâmica produzida em várias cidades e áreas geográficas do território nacional. Muito embora se assuma o carácter preliminar desta abordagem, tenta-se também uma interpretação das diferenças regionais assinaladas, a partir de factores como o âmbito temporal da presença islâmica e as relações centro-periferia. Verifica-se que a leitura defensora da disrupção, oferecida por alguma história política, não encontra apoio no registo arqueológico, em especial nas latitudes mais meridionais. Aí anuncia-se não só um cenário de evidente manutenção das tradições de período islâmico, mas também a integração contínua de inovações e tendências provenientes da região peninsular onde o poder muçulmano continuava a dominar, nas cadeias operatórias locais. Esta realidade demonstra como séculos de integração cultural centrada no Mediterrâneo, e especialmente evidente nas materialidades, resistiram ao surgimento de novas fronteiras e à chegada de novos actores sociais.