Publicação

Perceção do adolescente com paralisia cerebral acerca da qualidade da vinculação

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: A paralisia cerebral é uma síndrome que afeta o adolescente e família podendo alterar padrões de relacionamento e a perceção sobre a vinculação com pais e amigos. Objetivos: Identificar as diferenças na perceção da qualidade da vinculação de adolescentes, com e sem paralisia cerebral, aos pais e amigos, relacionadas com a deficiência. Metodologia: Estudo descritivo/correlacional, com uma amostra aleatória constituída por 66 adolescentes do norte de Portugal (33 saudáveis a estudar numa escola publica e 33 com paralisia cerebral a frequentar um Centro de Paralisia Cerebral) com capacidades intelectuais compatíveis com a compreensão dos instrumentos de recolha de dados. Na colheita de dados utilizamos o Inventory of Parents and Peer Attachement. Resultados: Mostram que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos na vinculação global. A única diferença estatisticamente significativa verificou-se na dimensão alienação, referente aos amigos. Os scores nas dimensões confiança e comunicação são elevados e na alienação, baixos, concluindo-se que os adolescentes dos dois grupos percecionam a sua vinculação como de alta segurança. Conclusão: Estes resultados poderão ser relevantes no planeamento das intervenções de enfermagem, junto dos adolescentes com paralisia cerebral, porquanto permitem um melhor conhecimento das características do seu desenvolvimento psicoafetivo.
Autores principais:Sousa,Maria do Carmo
Outros Autores:Araújo,Beatriz; Vieira,Margarida
Assunto:adolescente paralisia cerebral vinculação
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Enquadramento: A paralisia cerebral é uma síndrome que afeta o adolescente e família podendo alterar padrões de relacionamento e a perceção sobre a vinculação com pais e amigos. Objetivos: Identificar as diferenças na perceção da qualidade da vinculação de adolescentes, com e sem paralisia cerebral, aos pais e amigos, relacionadas com a deficiência. Metodologia: Estudo descritivo/correlacional, com uma amostra aleatória constituída por 66 adolescentes do norte de Portugal (33 saudáveis a estudar numa escola publica e 33 com paralisia cerebral a frequentar um Centro de Paralisia Cerebral) com capacidades intelectuais compatíveis com a compreensão dos instrumentos de recolha de dados. Na colheita de dados utilizamos o Inventory of Parents and Peer Attachement. Resultados: Mostram que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos na vinculação global. A única diferença estatisticamente significativa verificou-se na dimensão alienação, referente aos amigos. Os scores nas dimensões confiança e comunicação são elevados e na alienação, baixos, concluindo-se que os adolescentes dos dois grupos percecionam a sua vinculação como de alta segurança. Conclusão: Estes resultados poderão ser relevantes no planeamento das intervenções de enfermagem, junto dos adolescentes com paralisia cerebral, porquanto permitem um melhor conhecimento das características do seu desenvolvimento psicoafetivo.