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Sexo, mentiras e handicaps: Reflexões sobre os mecanismos de selecção sexual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente artigo o autor revê os diferentes modelos de selecção sexual, nomeadamente a teoria dos descendentes atractivos, a teoria dos bons genes e a teoria do enviezamento sensorial. É analisado o caso particular da possível acção dos mecanismos de selecção sexual nos sistemas de reprodução em arenas, nas quais os machos se agregam para cortejar, uma vez que estes sistemas potenciam a competição entre os machos e as situações de escolha de parceiros sexuais por parte das fêmeas. Neste contexto é dada especial atenção a dois fenómenos: (a) a possível existência de mecanismos de escolha passivos por parte das fêmeas que gerem padrões consitentes de preferências, como é o caso conhecido das preferências por machos com territórios centrais nas arenas em relação a machos com territórios periféricos; (b) a possibilidade de existirem benefícios não-genéticos para as fêmeas em sistemas de arenas que expliquem os padrões de preferências detectados. Finalmente é discutido o modelo do handicap da imunocompetência e apresentam-se evidências que apontam para um papel dos androgénios como mediadores fisiológicos de qualidades fenotípicas dos machos.
Autores principais:Oliveira,Rui Filipe
Assunto:Selecção Sexual Escolha de Parceiros Competição intra-sexual Androgénios
Ano:1997
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:No presente artigo o autor revê os diferentes modelos de selecção sexual, nomeadamente a teoria dos descendentes atractivos, a teoria dos bons genes e a teoria do enviezamento sensorial. É analisado o caso particular da possível acção dos mecanismos de selecção sexual nos sistemas de reprodução em arenas, nas quais os machos se agregam para cortejar, uma vez que estes sistemas potenciam a competição entre os machos e as situações de escolha de parceiros sexuais por parte das fêmeas. Neste contexto é dada especial atenção a dois fenómenos: (a) a possível existência de mecanismos de escolha passivos por parte das fêmeas que gerem padrões consitentes de preferências, como é o caso conhecido das preferências por machos com territórios centrais nas arenas em relação a machos com territórios periféricos; (b) a possibilidade de existirem benefícios não-genéticos para as fêmeas em sistemas de arenas que expliquem os padrões de preferências detectados. Finalmente é discutido o modelo do handicap da imunocompetência e apresentam-se evidências que apontam para um papel dos androgénios como mediadores fisiológicos de qualidades fenotípicas dos machos.