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O fenómeno do impostor e o sofrimento psicológico nos especialistas de medicina geral e familiar em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Objetivo: Avaliar o fenómeno do impostor (FI) nos médicos especialistas em medicina geral e familiar (MGF), segundo o sexo e o tempo de prática de especialidade, verificando a associação entre FI e distress ou sofrimento psicológico. Métodos: Estudo observacional transversal numa amostra de conveniência de especialistas de MGF, por aplicação de um questionário em redes específicas de conversação com os questionários Clance Impostor Phenomenon Scale (CIPS) e Patient Health Questionnaire-4 (PHQ-4) em 2023. Resultados: Numa amostra de n=304 verificaram-se diferenças significativas para o distress por sexo, pior na mulher (p<0,001) e número de anos de especialidade, os mais novos sofrendo mais (50,2%), para prática profissional até cinco anos para 27,6% e de 11,1% acima dos 16 anos de prática profissional (p=0,008). O FI foi significativamente diferente para o número de anos de prática de especialidade, os mais novos sofrendo mais (p<0,001). O distress ou sofrimento psicológico moderado ou severo verificou-se em 21,7% da amostra, a mulher tendo significativamente mais distress moderado ou severo, p<0,001. Verificou-se uma correlação positiva, fraca e não significativa entre o distress ou sofrimento psicológico e o FI, r=0,066, p=0,249, em valor absoluto de cada escala. Discussão: O FI estava fraca e não significativamente relacionado com sofrimento psicológico, mas tem impacto negativo no status funcional do indivíduo, pelo que devem ser pensadas medidas mitigadoras a nível pessoal e institucional. Conclusão: Verificou-se uma frequência de 27,6% de médicos em FI frequentes ou intensos, sem diferença entre sexos, mas significativamente menor com o avançar dos anos de prática profissional. O distress ou sofrimento psicológico moderado ou severo verificou-se ser significativamente mais frequente no sexo feminino e nos especialistas mais novos. Foi fraca e não significativa a correlação entre FI e distress ou sofrimento psicológico.
Autores principais:Oliveira,Inês Cerqueira de
Outros Autores:Simões,José Augusto; Santiago,Luiz Miguel
Assunto:Fenómeno do impostor Distress psicológico Medicina geral e familiar CIPS PHQ-4
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Objetivo: Avaliar o fenómeno do impostor (FI) nos médicos especialistas em medicina geral e familiar (MGF), segundo o sexo e o tempo de prática de especialidade, verificando a associação entre FI e distress ou sofrimento psicológico. Métodos: Estudo observacional transversal numa amostra de conveniência de especialistas de MGF, por aplicação de um questionário em redes específicas de conversação com os questionários Clance Impostor Phenomenon Scale (CIPS) e Patient Health Questionnaire-4 (PHQ-4) em 2023. Resultados: Numa amostra de n=304 verificaram-se diferenças significativas para o distress por sexo, pior na mulher (p<0,001) e número de anos de especialidade, os mais novos sofrendo mais (50,2%), para prática profissional até cinco anos para 27,6% e de 11,1% acima dos 16 anos de prática profissional (p=0,008). O FI foi significativamente diferente para o número de anos de prática de especialidade, os mais novos sofrendo mais (p<0,001). O distress ou sofrimento psicológico moderado ou severo verificou-se em 21,7% da amostra, a mulher tendo significativamente mais distress moderado ou severo, p<0,001. Verificou-se uma correlação positiva, fraca e não significativa entre o distress ou sofrimento psicológico e o FI, r=0,066, p=0,249, em valor absoluto de cada escala. Discussão: O FI estava fraca e não significativamente relacionado com sofrimento psicológico, mas tem impacto negativo no status funcional do indivíduo, pelo que devem ser pensadas medidas mitigadoras a nível pessoal e institucional. Conclusão: Verificou-se uma frequência de 27,6% de médicos em FI frequentes ou intensos, sem diferença entre sexos, mas significativamente menor com o avançar dos anos de prática profissional. O distress ou sofrimento psicológico moderado ou severo verificou-se ser significativamente mais frequente no sexo feminino e nos especialistas mais novos. Foi fraca e não significativa a correlação entre FI e distress ou sofrimento psicológico.