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INCIDÊNCIA DE ACIDENTES DE TRABALHO COM RISCO BIOLÓGICO E DESCRIÇÃO DE PADRÕES - ANÁLISE RETROSPETIVA ENTRE 2015 E 2019
| Resumo: | RESUMO Introdução: Os acidentes de trabalho (AT) podem ter grande impacto no indivíduo, na sociedade e na economia. Os que têm risco biológico são particularmente frequentes em profissionais de saúde. A sua ocorrência não é homogénea e a análise dos padrões de ocorrência pode permitir uma melhor compreensão do problema. Objetivos: Caracterizar os padrões de incidência de AT com risco biológico, relacionando o dia da semana e hora de ocorrência, número de horas trabalhadas e a evolução ao longo dos anos. Metodologia: Análise retrospetiva dos AT com risco biológico num Centro Hospitalar da Região Centro de Portugal. Foram consultados os processos dos AT ocorridos entre 2015 e 2019, de acordo com: género, idade, categoria profissional, dia da semana, hora da ocorrência e número de horas trabalhadas até ao momento do acidente. Resultados: Entre 2015 e 2019 ocorreram 2213 AT, onde, 888 (40%) envolveram risco biológico. Destes, a idade média dos sinistrados foi de 38,81 +/- 10,44 anos, sendo que 80% (n=712) foram do sexo feminino. A categoria profissional mais acometida foi a dos enfermeiros com 48,4% (n=430) seguida dos médicos com 30,2% (n=268). O dia com maior número de eventos foi a segunda-feira (n=170), seguindo-se a quinta-feira (n=158). A mediana de horas trabalhadas até o acidente ocorrer foi quatro horas. Verificou-se ainda que o período da manhã foi o onde houve maior incidência de sinistros. Conclusão: A maioria dos AT com risco biológico ocorreu no período da manhã entre as dez e as doze horas da manhã, coincidindo com o horário em que há maior volume de trabalho e maior afluência de pessoas à instituição. Constatamos também uma diminuição de sinistros ao longo dos anos, que relacionamos com o papel do Serviço de Saúde Ocupacional na análise dos AT, formação e informação dos profissionais de saúde na definição e implementação de medidas corretivas. |
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| Autores principais: | Afonso,A |
| Outros Autores: | Belo,C; Santos,J; Silva,J; Silva,R; Pacheco,V; Rodrigues,T; Pinheiro,V; Antunes,I |
| Assunto: | Risco Biológico Saúde Ocupacional Acidente de Trabalho Profissional de Saúde |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução: Os acidentes de trabalho (AT) podem ter grande impacto no indivíduo, na sociedade e na economia. Os que têm risco biológico são particularmente frequentes em profissionais de saúde. A sua ocorrência não é homogénea e a análise dos padrões de ocorrência pode permitir uma melhor compreensão do problema. Objetivos: Caracterizar os padrões de incidência de AT com risco biológico, relacionando o dia da semana e hora de ocorrência, número de horas trabalhadas e a evolução ao longo dos anos. Metodologia: Análise retrospetiva dos AT com risco biológico num Centro Hospitalar da Região Centro de Portugal. Foram consultados os processos dos AT ocorridos entre 2015 e 2019, de acordo com: género, idade, categoria profissional, dia da semana, hora da ocorrência e número de horas trabalhadas até ao momento do acidente. Resultados: Entre 2015 e 2019 ocorreram 2213 AT, onde, 888 (40%) envolveram risco biológico. Destes, a idade média dos sinistrados foi de 38,81 +/- 10,44 anos, sendo que 80% (n=712) foram do sexo feminino. A categoria profissional mais acometida foi a dos enfermeiros com 48,4% (n=430) seguida dos médicos com 30,2% (n=268). O dia com maior número de eventos foi a segunda-feira (n=170), seguindo-se a quinta-feira (n=158). A mediana de horas trabalhadas até o acidente ocorrer foi quatro horas. Verificou-se ainda que o período da manhã foi o onde houve maior incidência de sinistros. Conclusão: A maioria dos AT com risco biológico ocorreu no período da manhã entre as dez e as doze horas da manhã, coincidindo com o horário em que há maior volume de trabalho e maior afluência de pessoas à instituição. Constatamos também uma diminuição de sinistros ao longo dos anos, que relacionamos com o papel do Serviço de Saúde Ocupacional na análise dos AT, formação e informação dos profissionais de saúde na definição e implementação de medidas corretivas. |
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