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Avaliação económica da terapêutica e do suporte não farmacológico da Doença de Alzheimer

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O tratamento da doença de Alzheimer é complexo e tem custos elevados, justificando uma avaliação clínica e económica. Este artigo pretende contribuir para esta avaliação uma vez que se calcula a despesa adicional dos doentes e do Estado (Serviço Nacional de Saúde e Segurança Social) associada à comparticipação do donepezil e se quantifica o aumento dos custos caso a comparticipação deste medicamento não seja restringida a prescrições de psiquiatras e neurologistas. Métodos: Adoptou-se a técnica de minimização de custos determinando-se o tempo de permanência em cada estadio da doença (definido pelo MMSE - Mini-Mental State Evaluation) num horizonte de cinco anos com base num ensaio clínico aleatorizado com dupla ocultação e transposto para um modelo de Markov. Com base em dados oficiais, calcularam-se os custos do tratamento por doente e por abordagem terapêutica no mesmo período de tempo. Finalmente, construiu-se um modelo específico para estimar os custos de acesso a consultas dos especialistas hospitalares. Resultados: A comparticipação do donepezil acarreta um encargo adicional para o Estado de 234€ por doente em cinco anos e uma poupança para os doentes de 111€. No caso do donepezil ser comparticipado independentemente da especialidade do prescritor, a despesa do Estado aumentaria para 645€ e a poupança dos doentes para 521€. Conclusão: A despesa adicional do Estado é baixa em ambos os casos. Acresce que estando esta sobrestimada e a poupança dos doentes subestimada, a inclusão de todos os efeitos levaria muito provavelmente a que esta última fosse superior à primeira, verificando-se benefícios sociais líquidos.
Autores principais:Pinto,Carlos Gouveia
Outros Autores:Sá,Armado Brito de; Sousa,Margarida; Cristino,Joaquim; Vilas,Sara
Assunto:donepezil doença de Alzheimer minimização de custos avaliação económica
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Introdução: O tratamento da doença de Alzheimer é complexo e tem custos elevados, justificando uma avaliação clínica e económica. Este artigo pretende contribuir para esta avaliação uma vez que se calcula a despesa adicional dos doentes e do Estado (Serviço Nacional de Saúde e Segurança Social) associada à comparticipação do donepezil e se quantifica o aumento dos custos caso a comparticipação deste medicamento não seja restringida a prescrições de psiquiatras e neurologistas. Métodos: Adoptou-se a técnica de minimização de custos determinando-se o tempo de permanência em cada estadio da doença (definido pelo MMSE - Mini-Mental State Evaluation) num horizonte de cinco anos com base num ensaio clínico aleatorizado com dupla ocultação e transposto para um modelo de Markov. Com base em dados oficiais, calcularam-se os custos do tratamento por doente e por abordagem terapêutica no mesmo período de tempo. Finalmente, construiu-se um modelo específico para estimar os custos de acesso a consultas dos especialistas hospitalares. Resultados: A comparticipação do donepezil acarreta um encargo adicional para o Estado de 234€ por doente em cinco anos e uma poupança para os doentes de 111€. No caso do donepezil ser comparticipado independentemente da especialidade do prescritor, a despesa do Estado aumentaria para 645€ e a poupança dos doentes para 521€. Conclusão: A despesa adicional do Estado é baixa em ambos os casos. Acresce que estando esta sobrestimada e a poupança dos doentes subestimada, a inclusão de todos os efeitos levaria muito provavelmente a que esta última fosse superior à primeira, verificando-se benefícios sociais líquidos.