Publicação
Uso do método INSURE versus CPAP nasal isolado em recém-nascidos de muito baixo peso com 30 ou menos semanas de gestação
| Resumo: | Introdução: Pretende-se determinar se a utilização do método INSURE em recém-nascidos de muito baixo peso, com idade gestacional (IG) ≤ 30 semanas se associa a menor morbilidade e mortalidade quando comparado com uso de nCPAP isolado. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva dos RNMBP nascidos num hospital de apoio perinatal diferenciado entre Janeiro/2002-Agosto/2008. Incluíram-se as crianças registadas na Vermont-Oxford Network com IG ≤30semanas e com uso de nCPAP logo após o nascimento (N=96). Estabeleceu-se Grupo nCPAP - uso de nCPAP isolado (N=40) e Grupo INSURE (N=56). Consideraram-se outcomes precoces: síndroma de dificuldade respiratória (SDR), necessidade de administrar surfactante com intuito terapêutico ou recurso a ventilação invasiva. Compararam-se igualmente outcomes tardios: doença pulmonar crónica da prematuridade (DPC), mortalidade e o outcome composto DPC-mortalidade. Resultados: No grupo INSURE verificou-se menor IG, não se registando diferenças relativamente ao peso ao nascer e indução da maturação pulmonar. Verificou-se SDR em 21/40 (53%) casos do grupo nCPAP e em 17/56 (30%) casos do grupo INSURE (OR ajustado [IC 95%] - 0,2 [0,1 -0,6]). No grupo nCPAP todos estes casos realizaram surfactante com intuito terapêutico, não tendo sido efectuada nenhuma dose adicional de surfactante no grupo INSURE. Verificou-se maior número de casos com necessidade de VI no grupo nCPAP do que no grupo INSURE (11/40, 28% vs 9/56, 12%). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas relativamente aos outcomes tardios. Conclusão: Em RNMBP com IG ≤30sem, o uso isolado de nCPAP poderá traduzir-se numa ligeira desvantagem em outcomes precoces, sem evidentes repercussões em termos de DPC ou mortalidade. |
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| Autores principais: | Saianda,Ana |
| Outros Autores: | Fernandes,Ricardo M; Saldanha,Joana |
| Assunto: | Recém-nascido muito baixo peso nCPAP INSURE sindroma de dificuldade respiratória neonatal doença pulmonar crónica da prematuridade mortalidade |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Introdução: Pretende-se determinar se a utilização do método INSURE em recém-nascidos de muito baixo peso, com idade gestacional (IG) ≤ 30 semanas se associa a menor morbilidade e mortalidade quando comparado com uso de nCPAP isolado. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva dos RNMBP nascidos num hospital de apoio perinatal diferenciado entre Janeiro/2002-Agosto/2008. Incluíram-se as crianças registadas na Vermont-Oxford Network com IG ≤30semanas e com uso de nCPAP logo após o nascimento (N=96). Estabeleceu-se Grupo nCPAP - uso de nCPAP isolado (N=40) e Grupo INSURE (N=56). Consideraram-se outcomes precoces: síndroma de dificuldade respiratória (SDR), necessidade de administrar surfactante com intuito terapêutico ou recurso a ventilação invasiva. Compararam-se igualmente outcomes tardios: doença pulmonar crónica da prematuridade (DPC), mortalidade e o outcome composto DPC-mortalidade. Resultados: No grupo INSURE verificou-se menor IG, não se registando diferenças relativamente ao peso ao nascer e indução da maturação pulmonar. Verificou-se SDR em 21/40 (53%) casos do grupo nCPAP e em 17/56 (30%) casos do grupo INSURE (OR ajustado [IC 95%] - 0,2 [0,1 -0,6]). No grupo nCPAP todos estes casos realizaram surfactante com intuito terapêutico, não tendo sido efectuada nenhuma dose adicional de surfactante no grupo INSURE. Verificou-se maior número de casos com necessidade de VI no grupo nCPAP do que no grupo INSURE (11/40, 28% vs 9/56, 12%). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas relativamente aos outcomes tardios. Conclusão: Em RNMBP com IG ≤30sem, o uso isolado de nCPAP poderá traduzir-se numa ligeira desvantagem em outcomes precoces, sem evidentes repercussões em termos de DPC ou mortalidade. |
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