Publicação
Contributo para a elaboração de um modelo de somatório de temperaturas para a traça-da-oliveira, Prays oleae (Bernard)
| Resumo: | A oliveira, cultura caraterística e com grande importância económica nos Países Mediterrânicos, enfrenta vários problemas fitossanitários que reduzem a sua produtividade e qualidade e obrigam o agricultor a intervir, muitas vezes com recurso a pesticidas. De entre estes, destaca-se a traça-da-oliveira, Prays oleae (Bern.), praga-chave na região do Dão, que, em alguns anos, causa graves prejuízos. A necessidade de encontrar estratégias de proteção contra a traça-da-oliveira, que não passem pelo uso de pesticidas ou que permitam a redução da sua utilização, é do maior interesse pelos benefícios que terão para o ambiente e para a saúde humana, bem como para a redução de custos na cultura e melhoria da qualidade da azeitona e do azeite. O presente estudo teve como finalidade contribuir para a construção e validação de um modelo de somatório de temperaturas que se ajuste à região do Dão e permita determinar o desenvolvimento da praga e os períodos de risco, estabelecer os momentos de intervenção fitossanitária mais oportunos e contribuir para reduzir o número de tratamentos. Durante o ano de 2014, na Estação de Avisos do Dão, procedeu-se à monitorização dos diversos estados de desenvolvimento da traça-da-oliveira (ovos, lagartas e adultos), através de observação visual e capturas de machos com recurso a armadilhas sexuais. Simultaneamente, analisaram-se os dados de temperaturas e capturas de machos de 12 anos (2003 a 2014). Com base nestes dados, foi possível conhecer os inícios e picos de voo para as três gerações da praga (antófaga, carpófaga e filófaga) e dar um contributo para a construção de um modelo de soma de temperaturas para a traça-da-oliveira: primeira geração de 169 a 389 graus-dia, segunda geração de 436 a 778 graus-dia e terceira geração de 1334 a 2128 graus-dia. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues,Ana |
| Outros Autores: | Batista,Vanda; Nave,Anabela; Matos,Cristina; Costa,Cristina Amaro da |
| Assunto: | modelo de desenvolvimento modelo de previsão proteção integrada soma de temperaturas traça-da-oliveira |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | A oliveira, cultura caraterística e com grande importância económica nos Países Mediterrânicos, enfrenta vários problemas fitossanitários que reduzem a sua produtividade e qualidade e obrigam o agricultor a intervir, muitas vezes com recurso a pesticidas. De entre estes, destaca-se a traça-da-oliveira, Prays oleae (Bern.), praga-chave na região do Dão, que, em alguns anos, causa graves prejuízos. A necessidade de encontrar estratégias de proteção contra a traça-da-oliveira, que não passem pelo uso de pesticidas ou que permitam a redução da sua utilização, é do maior interesse pelos benefícios que terão para o ambiente e para a saúde humana, bem como para a redução de custos na cultura e melhoria da qualidade da azeitona e do azeite. O presente estudo teve como finalidade contribuir para a construção e validação de um modelo de somatório de temperaturas que se ajuste à região do Dão e permita determinar o desenvolvimento da praga e os períodos de risco, estabelecer os momentos de intervenção fitossanitária mais oportunos e contribuir para reduzir o número de tratamentos. Durante o ano de 2014, na Estação de Avisos do Dão, procedeu-se à monitorização dos diversos estados de desenvolvimento da traça-da-oliveira (ovos, lagartas e adultos), através de observação visual e capturas de machos com recurso a armadilhas sexuais. Simultaneamente, analisaram-se os dados de temperaturas e capturas de machos de 12 anos (2003 a 2014). Com base nestes dados, foi possível conhecer os inícios e picos de voo para as três gerações da praga (antófaga, carpófaga e filófaga) e dar um contributo para a construção de um modelo de soma de temperaturas para a traça-da-oliveira: primeira geração de 169 a 389 graus-dia, segunda geração de 436 a 778 graus-dia e terceira geração de 1334 a 2128 graus-dia. |
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