Publicação
Qualidade e Satisfação com a Prestação de Cuidados na Patologia Avançada em Medicina Interna
| Resumo: | Avaliámos a importância e satisfação atribuídas a vários domínios da prestação de cuidados de doentes crónicos avançados (critérios adaptados da National Hospice Organization), admitidos num Serviço de Medicina Interna durante um trimestre (22,9% do total de internamentos). Os médicos assistentes foram questionados, quanto à importância que presumiam que os seus doentes atribuíam a cada um dos domínios explorados. A amostra (n=33) foi na sua maioria do sexo feminino, com 74,3 (±11,2) anos. Quase 75% apresentavam doença não-oncológica, principalmente cardíaca e respiratória (21,9%, para cada um dos grupos). As medianas de escala de Karnofsky e Katz foram de 30% e 1,0. Mais de 90% estavam, no mínimo, satisfeitos com os cuidados recebidos; 40% afirmaram-se muito satisfeitos. Aspectos mais valorizados na definição da qualidade assistencial: (1) informação àcerca do diagnóstico e prognóstico inerente à patologia (93,8%), (2) alívio sintomático (90,9%) e (3) acessibilidade aos médicos assistentes (90,9%). Os médicos consideram o alívio sintomático o principal contributo para a qualidade assistencial (88,5%), seguido do acesso fácil aos cuidados de saúde (34,6%) e da informação referente à terapêutica (30,8%), mais valorizada do que a discussão prognóstica. Doentes/cuidadores afirmaram-se mais satisfeitos relativamente à “informação referente ao tratamento”, ao “envolvimento nas decisões da equipa” e menos satisfeitos com a acessibilidade ao apoio médico. Doentes crónicos avançados/cuidadores e médicos não atribuem idêntica importância às várias vertentes do cuidar. Os primeiros privilegiam aspectos relacionais em detrimento aos hoteleiros. A prestação de cuidados de saúde centrada no doente adequa os objectivos e promove a satisfação de utentes. |
|---|---|
| Autores principais: | Carneiro,Rui |
| Outros Autores: | Sousa,Elisabete; Guerreiro,Tiago; Rocha,Nelson |
| Assunto: | cuidados paliativos satisfação qualidade |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Avaliámos a importância e satisfação atribuídas a vários domínios da prestação de cuidados de doentes crónicos avançados (critérios adaptados da National Hospice Organization), admitidos num Serviço de Medicina Interna durante um trimestre (22,9% do total de internamentos). Os médicos assistentes foram questionados, quanto à importância que presumiam que os seus doentes atribuíam a cada um dos domínios explorados. A amostra (n=33) foi na sua maioria do sexo feminino, com 74,3 (±11,2) anos. Quase 75% apresentavam doença não-oncológica, principalmente cardíaca e respiratória (21,9%, para cada um dos grupos). As medianas de escala de Karnofsky e Katz foram de 30% e 1,0. Mais de 90% estavam, no mínimo, satisfeitos com os cuidados recebidos; 40% afirmaram-se muito satisfeitos. Aspectos mais valorizados na definição da qualidade assistencial: (1) informação àcerca do diagnóstico e prognóstico inerente à patologia (93,8%), (2) alívio sintomático (90,9%) e (3) acessibilidade aos médicos assistentes (90,9%). Os médicos consideram o alívio sintomático o principal contributo para a qualidade assistencial (88,5%), seguido do acesso fácil aos cuidados de saúde (34,6%) e da informação referente à terapêutica (30,8%), mais valorizada do que a discussão prognóstica. Doentes/cuidadores afirmaram-se mais satisfeitos relativamente à “informação referente ao tratamento”, ao “envolvimento nas decisões da equipa” e menos satisfeitos com a acessibilidade ao apoio médico. Doentes crónicos avançados/cuidadores e médicos não atribuem idêntica importância às várias vertentes do cuidar. Os primeiros privilegiam aspectos relacionais em detrimento aos hoteleiros. A prestação de cuidados de saúde centrada no doente adequa os objectivos e promove a satisfação de utentes. |
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