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Maus tratos infantis e percursos na toxicodependência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na presente investigação os autores propõem-se avaliar e comparar a prevalência e tipologia de maus tratos infantis numa amostra de 121 sujeitos toxicodependentes (61 homens e 60 mulheres) acompanhados em ambulatório no Centro das Taipas, bem como analisar a relação entre os maus tratos sofridos na infância e os padrões de consumo de substâncias psicoactivas, a serologia do HIV e os comportamentos de risco experimentados ao longo da vida. Os resultados evidenciam uma prevalência elevada de abusos físicos, sexuais e psicológicos na infância e adolescência dos indivíduos adictos e discriminam diferenças entre géneros, sugerindo uma maior incidência de abusos emocionais (rejeição e sobreprotecção maternas) e sexuais nas mulheres e de abusos físicos nos homens. Também indicam uma prevalência significativamente mais elevada de HIV+ e de comportamentos de tentativas de suicídio no grupo de mulheres adictas. Estes dados traduzem importantes implicações preventivas e terapêu­ticas, na intervenção clínica com toxicodependentes, salientando-se a importância de uma avaliação diagnóstica cuidada da história de maus tratos infantis dos indivíduos com problemáticas de toxicodependência no sentido do delineamento de abordagens terapêuticas específicas, de acordo com as necessidades identificadas.
Autores principais:Pires,Sandra
Outros Autores:Duran,Domingos
Assunto:Maus Tratos Infantis Padrões de Consumo de Substâncias Psicoactivas Serologia do HIV Comportamentos de Risco
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Na presente investigação os autores propõem-se avaliar e comparar a prevalência e tipologia de maus tratos infantis numa amostra de 121 sujeitos toxicodependentes (61 homens e 60 mulheres) acompanhados em ambulatório no Centro das Taipas, bem como analisar a relação entre os maus tratos sofridos na infância e os padrões de consumo de substâncias psicoactivas, a serologia do HIV e os comportamentos de risco experimentados ao longo da vida. Os resultados evidenciam uma prevalência elevada de abusos físicos, sexuais e psicológicos na infância e adolescência dos indivíduos adictos e discriminam diferenças entre géneros, sugerindo uma maior incidência de abusos emocionais (rejeição e sobreprotecção maternas) e sexuais nas mulheres e de abusos físicos nos homens. Também indicam uma prevalência significativamente mais elevada de HIV+ e de comportamentos de tentativas de suicídio no grupo de mulheres adictas. Estes dados traduzem importantes implicações preventivas e terapêu­ticas, na intervenção clínica com toxicodependentes, salientando-se a importância de uma avaliação diagnóstica cuidada da história de maus tratos infantis dos indivíduos com problemáticas de toxicodependência no sentido do delineamento de abordagens terapêuticas específicas, de acordo com as necessidades identificadas.