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A China e a cooperação Sul-Sul

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A mudança de paradigma na forma como a República Popular da China é percepcionada (de fraca e politicamente frágil a forte) e o seu crescente soft power, resultante, em parte, dos elevados níveis de desenvolvimento económico, levaram à aceitação generalizada da sua influência cada vez mais visível no hemisfério Sul. Vista como um parceiro mais conveniente do que os países ocidentais, a China legitima a sua presença em África e na América Latina apresentando o seu próprio modelo de desenvolvimento económico, dissociado da democratização política. Recorrendo ao slogan da cooperação Sul-Sul e substituindo as normas ditas ocidentais por outras «com características chinesas», como as subjacentes aos Cinco Princípios de Coexistência Pacífica, Pequim desafia os interesses europeus e transatlânticos nessas regiões.
Autores principais:Mendes,Carmen Amado
Assunto:República Popular da China África América Latina Cooperação Sul-Sul
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:A mudança de paradigma na forma como a República Popular da China é percepcionada (de fraca e politicamente frágil a forte) e o seu crescente soft power, resultante, em parte, dos elevados níveis de desenvolvimento económico, levaram à aceitação generalizada da sua influência cada vez mais visível no hemisfério Sul. Vista como um parceiro mais conveniente do que os países ocidentais, a China legitima a sua presença em África e na América Latina apresentando o seu próprio modelo de desenvolvimento económico, dissociado da democratização política. Recorrendo ao slogan da cooperação Sul-Sul e substituindo as normas ditas ocidentais por outras «com características chinesas», como as subjacentes aos Cinco Princípios de Coexistência Pacífica, Pequim desafia os interesses europeus e transatlânticos nessas regiões.