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Insuficiência renal induzida por contraste: estudo prospectivo

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Resumo:Objectivos: A nefropatia induzida pelo contraste é a terceira causa de insuficiência renal aguda (IRA) hospitalar. Este estudo pretende determinar a incidência de IRA induzida pelo contraste durante procedimentos angiográficos. Materiais e métodos: Estudo prospectivo de 54 doentes internados no serviço para realização de procedimentos angiográficos de diagnóstico ou terapêutica. O contraste administrado foi o Ultravist 370®. Todos os doentes foram submetidos a profilaxia pré e pós-procedimento com bicarbonato sódico. Considerou-se IRA a elevação da creatinina em 0,5 mg/dl ou 25% do valor inicial, ou diminuição de 25% na taxa de filtração glomerular (TFG). Para o cálculo da TFG utilizou-se a fórmula de Cockcroft-Gault. A doença renal crónica (DRC) e insuficiência renal crónica (IRC) foram definidas conforme a TFG < 90 ml/min ou < 60 ml/min, respectivamente. Aplicou-se o teste não paramétrico Kruskal-Wallis para estudar a influência de possíveis factores de risco para a IRA. Considerou-se significância estatística p < 0,05. Resultados: Estudo com 47 doentes do sexo masculino (87%) e 7 do sexo feminino, com idade média de 62,3 ± 11,1 anos. Entre os factores considerados, observou-se hipertensão arterial (HTA) em 46 doentes (85,2%), DRC em 23 (43%), IRC em 10 (18,5%) e diabetes mellitus (DM) em 13 (24,1%). O volume de contraste utilizado foi em média 234,8 ml, com 209,7 ml nos procedimentos diagnósticos e 345,5 ml nos terapêuticos. A incidência de IRA foi 24,1% (13 casos) e 9,3% (5) utilizando a variação de creatinina e da TFG, respectivamente. A DM (p = 0,049) e IRC (p = 0,013) tiveram significância na indução de IRA. Uma reavalição posterior de 38 doentes evidenciou a irreversibilidade da insuficiência renal em 2 casos (5,2%). Conclusões: A incidência de nefropatia foi elevada apesar da profilaxia utilizada. A DM e IRC foram os factores predisponentes à IRA. A maior parte dos casos de IRA parece reversível. A utilização de contraste iso-osmolar e em menores quantidades poderá melhorar os resultados.
Autores principais:Antunes,Luís F.
Outros Autores:Baptista,Ana
Assunto:Nefropatia por contraste Insuficiência renal aguda Contraste isoosmolar
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Objectivos: A nefropatia induzida pelo contraste é a terceira causa de insuficiência renal aguda (IRA) hospitalar. Este estudo pretende determinar a incidência de IRA induzida pelo contraste durante procedimentos angiográficos. Materiais e métodos: Estudo prospectivo de 54 doentes internados no serviço para realização de procedimentos angiográficos de diagnóstico ou terapêutica. O contraste administrado foi o Ultravist 370®. Todos os doentes foram submetidos a profilaxia pré e pós-procedimento com bicarbonato sódico. Considerou-se IRA a elevação da creatinina em 0,5 mg/dl ou 25% do valor inicial, ou diminuição de 25% na taxa de filtração glomerular (TFG). Para o cálculo da TFG utilizou-se a fórmula de Cockcroft-Gault. A doença renal crónica (DRC) e insuficiência renal crónica (IRC) foram definidas conforme a TFG < 90 ml/min ou < 60 ml/min, respectivamente. Aplicou-se o teste não paramétrico Kruskal-Wallis para estudar a influência de possíveis factores de risco para a IRA. Considerou-se significância estatística p < 0,05. Resultados: Estudo com 47 doentes do sexo masculino (87%) e 7 do sexo feminino, com idade média de 62,3 ± 11,1 anos. Entre os factores considerados, observou-se hipertensão arterial (HTA) em 46 doentes (85,2%), DRC em 23 (43%), IRC em 10 (18,5%) e diabetes mellitus (DM) em 13 (24,1%). O volume de contraste utilizado foi em média 234,8 ml, com 209,7 ml nos procedimentos diagnósticos e 345,5 ml nos terapêuticos. A incidência de IRA foi 24,1% (13 casos) e 9,3% (5) utilizando a variação de creatinina e da TFG, respectivamente. A DM (p = 0,049) e IRC (p = 0,013) tiveram significância na indução de IRA. Uma reavalição posterior de 38 doentes evidenciou a irreversibilidade da insuficiência renal em 2 casos (5,2%). Conclusões: A incidência de nefropatia foi elevada apesar da profilaxia utilizada. A DM e IRC foram os factores predisponentes à IRA. A maior parte dos casos de IRA parece reversível. A utilização de contraste iso-osmolar e em menores quantidades poderá melhorar os resultados.