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O discurso verbo-visual e a imaginação do sujeito colonial em Timor Colonial

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo As “Comunidades Imaginadas” constituem parte de um projeto político que inventa tradições, discursiviza sobre as línguas, formata indivíduos, identidades e saberes coloniais. Este trabalho analisa imagens produzidas sobre o Timor português, à luz dos estudos da sociologia das imagens em diálogo com a análise de enunciados presentes em publicações e documentos coloniais, verificando a construção verbo-visual do sujeito colonial timorense. Percebe-se que língua e imagem são parte do dispositivo colonial de poder da empreitada colonial portuguesa que reforçam políticas coloniais de Portugal no incentivo à causa “civilizatória” e estabelecendo uma “necessidade” ou “benefício da civilização” junto aos sujeitos coloniais, o que caracteriza uma relação de dádivas. O discurso dominante apaga marcas da violência colonial e silencia o discurso subalternizado, reforçando as ações das políticas linguísticas coloniais em prol de um colonialismo linguístico.
Autores principais:Silveira,Alexandre Cohn da
Assunto:Colonialismo linguístico políticas linguísticas fotografia colonial Timor-Leste
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo As “Comunidades Imaginadas” constituem parte de um projeto político que inventa tradições, discursiviza sobre as línguas, formata indivíduos, identidades e saberes coloniais. Este trabalho analisa imagens produzidas sobre o Timor português, à luz dos estudos da sociologia das imagens em diálogo com a análise de enunciados presentes em publicações e documentos coloniais, verificando a construção verbo-visual do sujeito colonial timorense. Percebe-se que língua e imagem são parte do dispositivo colonial de poder da empreitada colonial portuguesa que reforçam políticas coloniais de Portugal no incentivo à causa “civilizatória” e estabelecendo uma “necessidade” ou “benefício da civilização” junto aos sujeitos coloniais, o que caracteriza uma relação de dádivas. O discurso dominante apaga marcas da violência colonial e silencia o discurso subalternizado, reforçando as ações das políticas linguísticas coloniais em prol de um colonialismo linguístico.