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Tuberculose Pulmonar: O Desafio do Diagnóstico na Gravidez

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo A tuberculose é uma doença infecciosa cuja prevalência tem vindo a diminuir significativamente em Portugal. Dos doentes infetados, apenas 10% desenvolverão a doença, sendo este risco superior em populações imunocomprometidas. Os autores descrevem um caso de uma grávida, previamente saudável e sem contexto epidemiológico, cujo diagnóstico de tuberculose foi estabelecido às 32 semanas de gestação, após ter iniciado um quadro clínico inespecífico. A confirmação diagnóstica e a instituição da terapêutica anti-bacilar foram céleres permitindo um desfecho materno-fetal favorável. O parto decorreu às 36 semanas sem intercorrências. O recém-nascido iniciou de imediato quimioprofilaxia que manteve até confirmação de ausência de doença. A mãe manteve seguimento em consulta de Pneumologia no Centro de Doenças Pneumológico, com boa evolução clínica, radiológica e laboratorial, tendo tido alta sem doença ativa. A abordagem de uma grávida com suspeita de tuberculose deverá seguir a marcha diagnóstica habitual, nomeadamente com os exames imagiológicos necessários e com a instituição da terapêutica o mais precocemente possível.
Autores principais:Silva,Rita
Outros Autores:Tavares,Madalena; Melo,Marta; Ribeiro,Andreia; Ambrósio,Paula; Tapadinhas,Paula
Assunto:Complicações Infecciosas na Gravidez Gravidez Tuberculose Pulmonar
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo A tuberculose é uma doença infecciosa cuja prevalência tem vindo a diminuir significativamente em Portugal. Dos doentes infetados, apenas 10% desenvolverão a doença, sendo este risco superior em populações imunocomprometidas. Os autores descrevem um caso de uma grávida, previamente saudável e sem contexto epidemiológico, cujo diagnóstico de tuberculose foi estabelecido às 32 semanas de gestação, após ter iniciado um quadro clínico inespecífico. A confirmação diagnóstica e a instituição da terapêutica anti-bacilar foram céleres permitindo um desfecho materno-fetal favorável. O parto decorreu às 36 semanas sem intercorrências. O recém-nascido iniciou de imediato quimioprofilaxia que manteve até confirmação de ausência de doença. A mãe manteve seguimento em consulta de Pneumologia no Centro de Doenças Pneumológico, com boa evolução clínica, radiológica e laboratorial, tendo tido alta sem doença ativa. A abordagem de uma grávida com suspeita de tuberculose deverá seguir a marcha diagnóstica habitual, nomeadamente com os exames imagiológicos necessários e com a instituição da terapêutica o mais precocemente possível.