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Corticosteróides tópicos no tratamento da fimose primária em idade pediátrica: revisão baseada na evidência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objectivos: A fimose, definida como a presença de prepúcio não retráctil por anel prepucial estreito, pode classificar-se em primária ou secundária. A fimose primária está presente em 96% dos recém-nascidos e tende à regressão espontânea até aos 3 anos. A partir desta idade pondera-se intervenção terapêutica. A circuncisão é o tratamento clássico mas está associada a morbilidade e custos não desprezíveis. Recentemente, vários autores reportaram o uso de corticosteróides tópicos como tratamento alternativo com bons resultados. Assim, o objectivo deste trabalho foi rever a evidência disponível sobre a eficácia e a segurança da aplicação tópica de corticosteróides no tratamento da fimose primária dos 3 aos 18 anos. Fontes de dados: Medline, sítios de medicina baseada na evidência, Índex de Revistas Médicas Portuguesas e referências bibliográficas dos artigos seleccionados. Métodos de revisão: Pesquisa de normas de orientação clínica (NOC), revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC), utilizando as palavras-chave: phimosis e steroids. Foi utilizada a escala Strenght of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician para classificar os artigos. Resultados: Foram encontrados 44 artigos, dos quais quatro cumpriam os critérios de inclusão: uma NOC, que propõe o tratamento com corticosteróides tópicos 0,05% a 0,1%, duas vezes por dia, durante 20 a 30 dias (SOR A); e três ECAC, nos quais se verificou que o uso de corticosteróides tópicos no tratamento da fimose primária é eficaz, com resolução em 65,8% a 90% dos casos, sem efeitos laterais descritos (nível de evidência 1). Conclusões: A evidência disponível indica que o uso de corticosteróides tópicos no tratamento da fimose primária em idade pediátrica é eficaz e desprovido de efeitos laterais (SOR A). A aplicação do fármaco pressupõe a realização de manobras de retracção do prepúcio, que devem ser repetidas durante a higiene. Assim, constitui uma abordagem terapêutica ao alcance do Médico de Família.
Autores principais:Pires,Paulo
Outros Autores:Teixeira,Hermínia; Lopes,Irene; Santos,José Agostinho
Assunto:Fimose Corticosteróides
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Objectivos: A fimose, definida como a presença de prepúcio não retráctil por anel prepucial estreito, pode classificar-se em primária ou secundária. A fimose primária está presente em 96% dos recém-nascidos e tende à regressão espontânea até aos 3 anos. A partir desta idade pondera-se intervenção terapêutica. A circuncisão é o tratamento clássico mas está associada a morbilidade e custos não desprezíveis. Recentemente, vários autores reportaram o uso de corticosteróides tópicos como tratamento alternativo com bons resultados. Assim, o objectivo deste trabalho foi rever a evidência disponível sobre a eficácia e a segurança da aplicação tópica de corticosteróides no tratamento da fimose primária dos 3 aos 18 anos. Fontes de dados: Medline, sítios de medicina baseada na evidência, Índex de Revistas Médicas Portuguesas e referências bibliográficas dos artigos seleccionados. Métodos de revisão: Pesquisa de normas de orientação clínica (NOC), revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC), utilizando as palavras-chave: phimosis e steroids. Foi utilizada a escala Strenght of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician para classificar os artigos. Resultados: Foram encontrados 44 artigos, dos quais quatro cumpriam os critérios de inclusão: uma NOC, que propõe o tratamento com corticosteróides tópicos 0,05% a 0,1%, duas vezes por dia, durante 20 a 30 dias (SOR A); e três ECAC, nos quais se verificou que o uso de corticosteróides tópicos no tratamento da fimose primária é eficaz, com resolução em 65,8% a 90% dos casos, sem efeitos laterais descritos (nível de evidência 1). Conclusões: A evidência disponível indica que o uso de corticosteróides tópicos no tratamento da fimose primária em idade pediátrica é eficaz e desprovido de efeitos laterais (SOR A). A aplicação do fármaco pressupõe a realização de manobras de retracção do prepúcio, que devem ser repetidas durante a higiene. Assim, constitui uma abordagem terapêutica ao alcance do Médico de Família.