Publicação
A(s) casa(s) e o “ficar em casa”: Um estudo exploratório dos impactos psicossociais das desigualdades habitacionais na vivência da pandemia da Covid-19
| Resumo: | Resumo: O direito à habitação é inseparável do direito à vida e constitui a base de outros direitos humanos fundamentais. A pandemia da Covid-19 colocou a habitação na primeira linha de defesa contra o novo coronavírus tornando mais visíveis e dramáticas as desigualdades estruturais na habitação. Este artigo pretende estudar o impacto das condições habitacionais na vivência da pandemia da Covid-19 recorrendo a métodos mistos. Apresenta os resultados preliminares de um inquérito por questionário com perguntas abertas e fechadas aplicado a 527 residentes em Portugal em 2021. Os resultados revelam que as pessoas com melhores condições habitacionais reportam um impacto mais positivo da habitação, nomeadamente na saúde física e psicológica durante a pandemia. A análise textual com o software IRAMUTEQ às respostas à questão aberta revela que o impacto positivo se associa sobretudo à possibilidade de praticar exercício físico e de desenvolver atividades de lazer ao ar livre. Pelo contrário, a falta de espaço interior ou exterior, os problemas de humidade e infiltrações, o mau isolamento sonoro ou a pouca exposição solar estão associados à experiência de problemas de saúde e deterioração do bem-estar emocional e psicológico. Os resultados sugerem que a adesão às medidas de confinamento e isolamento social em casa produzem vivências muito diferenciadas em função das condições habitacionais das populações, com importantes impactos quer ao nível da saúde física quer da saúde mental. Conclui-se da necessidade de combinar metodologias quantitativas e qualitativas na compreensão da relação entre as desigualdades nas condições habitacionais e os impactos psicossociais da pandemia da Covid-19. |
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| Autores principais: | Ribeiro,Raquel |
| Assunto: | Habitação Pandemia da Covid-19 Desigualdades Sociais Impactos Psicossociais Métodos Mistos. |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo: O direito à habitação é inseparável do direito à vida e constitui a base de outros direitos humanos fundamentais. A pandemia da Covid-19 colocou a habitação na primeira linha de defesa contra o novo coronavírus tornando mais visíveis e dramáticas as desigualdades estruturais na habitação. Este artigo pretende estudar o impacto das condições habitacionais na vivência da pandemia da Covid-19 recorrendo a métodos mistos. Apresenta os resultados preliminares de um inquérito por questionário com perguntas abertas e fechadas aplicado a 527 residentes em Portugal em 2021. Os resultados revelam que as pessoas com melhores condições habitacionais reportam um impacto mais positivo da habitação, nomeadamente na saúde física e psicológica durante a pandemia. A análise textual com o software IRAMUTEQ às respostas à questão aberta revela que o impacto positivo se associa sobretudo à possibilidade de praticar exercício físico e de desenvolver atividades de lazer ao ar livre. Pelo contrário, a falta de espaço interior ou exterior, os problemas de humidade e infiltrações, o mau isolamento sonoro ou a pouca exposição solar estão associados à experiência de problemas de saúde e deterioração do bem-estar emocional e psicológico. Os resultados sugerem que a adesão às medidas de confinamento e isolamento social em casa produzem vivências muito diferenciadas em função das condições habitacionais das populações, com importantes impactos quer ao nível da saúde física quer da saúde mental. Conclui-se da necessidade de combinar metodologias quantitativas e qualitativas na compreensão da relação entre as desigualdades nas condições habitacionais e os impactos psicossociais da pandemia da Covid-19. |
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