Publicação
Desafios e potencialidades na implementação do cuidado oncológico em rede: A voz dos trabalhadores da Atenção Básica à Saúde
| Resumo: | Resumo: Introdução: Com o envelhecimento populacional, o perfil epidemiológico se voltou para as doenças crônicas não transmissíveis, e doenças como o câncer tornaram-se mais frequentes, o que demanda maior conhecimento do profissional de saúde para desenvolver os cuidados necessários. Objetivo: Analisar o desenvolvimento do cuidado em saúde na Atenção Básica à Saúde às pessoas com neoplasias malignas na perspectiva da integralidade. Método: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa realizado em quatro Equipes da Estratégia Saúde da Família e o Núcleo Ampliado de Saúde da Família. A coleta de dados foi realizada por meio de grupo focal com profissionais de diferentes categorias profissionais. Resultados: Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo, modalidade temática, que permitiu a elaboração de quatro temas, no entanto o conteúdo a ser explorado neste artigo diz respeito as potencialidades e desafios na implementação do cuidado oncológico em rede, contemplando articulação ensino-serviço e o E-SUS como ferramenta que potencializa a comunicação; e como desafio, o difícil acesso aos serviços especializados e desvalorização da Atenção Básica à Saúde pelos demais níveis de atenção. Conclusões: Identificou-se como potencialidade a desenvoltura da equipe no agendamento e a prontidão da mesma, otimizando os encaminhamentos para os serviços de especialidades, proporcionando uma abordagem integral. Destaca-se fragilidades nos arranjos organizativos da Redes de Atenção à Saúde, ressaltando a deficiência de comunicação entre os níveis de atenção, a descontinuidade de informações e a inexistência ou pouca utilização da contrarreferência. Para que haja a articulação das Redes de Atenção à Saúde e para que a Atenção Básica à Saúde seja eficiente, ressalta-se a criação de espaços para discussão entre os profissionais dos demais níveis de atenção e a Atenção Básica à Saúde. |
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| Autores principais: | Garcia,Maria Carolina Rodrigues |
| Outros Autores: | Tonhom,Silvia Franco da Rocha; Rezende,Kátia Alves; Chirelli,Mara Quaglio; Gimenez,Fabiana Veronez Martelato; Zutin,Tereza Lais Menegucci |
| Assunto: | Oncologia Neoplasias Atenção Primária à Saúde Estratégia Saúde da Família Assistência à Saúde. |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo: Introdução: Com o envelhecimento populacional, o perfil epidemiológico se voltou para as doenças crônicas não transmissíveis, e doenças como o câncer tornaram-se mais frequentes, o que demanda maior conhecimento do profissional de saúde para desenvolver os cuidados necessários. Objetivo: Analisar o desenvolvimento do cuidado em saúde na Atenção Básica à Saúde às pessoas com neoplasias malignas na perspectiva da integralidade. Método: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa realizado em quatro Equipes da Estratégia Saúde da Família e o Núcleo Ampliado de Saúde da Família. A coleta de dados foi realizada por meio de grupo focal com profissionais de diferentes categorias profissionais. Resultados: Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo, modalidade temática, que permitiu a elaboração de quatro temas, no entanto o conteúdo a ser explorado neste artigo diz respeito as potencialidades e desafios na implementação do cuidado oncológico em rede, contemplando articulação ensino-serviço e o E-SUS como ferramenta que potencializa a comunicação; e como desafio, o difícil acesso aos serviços especializados e desvalorização da Atenção Básica à Saúde pelos demais níveis de atenção. Conclusões: Identificou-se como potencialidade a desenvoltura da equipe no agendamento e a prontidão da mesma, otimizando os encaminhamentos para os serviços de especialidades, proporcionando uma abordagem integral. Destaca-se fragilidades nos arranjos organizativos da Redes de Atenção à Saúde, ressaltando a deficiência de comunicação entre os níveis de atenção, a descontinuidade de informações e a inexistência ou pouca utilização da contrarreferência. Para que haja a articulação das Redes de Atenção à Saúde e para que a Atenção Básica à Saúde seja eficiente, ressalta-se a criação de espaços para discussão entre os profissionais dos demais níveis de atenção e a Atenção Básica à Saúde. |
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