Publicação
Peak nasal inspiratory flow e testes de odores na rinite
| Resumo: | Introdução: A rinite é uma inflamação da mucosa nasal que se caracteriza por prurido, esternutos, rinorreia e obstrução nasal e pode interferir com a função olfactiva. Para uma avaliação clínica e funcional podem utilizar‑se escalas analógicas de sintomas, rinomanometria, avaliação do fluxo inspiratório nasal máximo (PNIF) e testes olfactivos. Objectivo: Avaliar alterações do olfacto e do PNIF em doentes com rinite, asma e com as duas situações clínicas associadas e também num grupo de controlo e valorizar condicionantes como sensibilização a aeroalergénios, idade e parâmetros antropométricos. Métodos: De uma amostra aleatória de 2200 indivíduos dos 18 aos 74 anos foram seleccionados 275, tendo sido efectuada uma avaliação clínica, testes cutâneos de alergia por picada a uma bateria de 12 alergénios, determinação do PNIF e teste de odores. Resultados: Completaram o estudo 259 indivíduos com uma média de idades de 47,0±15,1 anos, tendo 185 patologia respiratória: 82 (44 %) com rinite, 67 (36 %) com asma e 36 (19 %) com asma e rinite. O grupo de controlo era formado por 74 indivíduos com uma média de idade de 47,7±14,6 anos. Observou‑se sensibilização a pelo menos um dos doze alergénios testados em 146 participantes no estudo. O índice de massa corporal no grupo de doentes foi de 27,0± 5,3, e no grupo‑controlo de 26,2± 5,3. O valor médio de PNIF foi de 85,12±27,09l; 94,10±39,24l; 79,17±31,54l e de 87,36±36,43 respetivamente para rinite, asma, asma associada a rinite e para o grupo‑controlo. O valor de PNIF correlacionou‑se com o peso (r=0,157, p=0,038). Na identificação de odores constatou‑se que apenas 42 participantes identificavam um número igual ou inferior a 8, menos de 75 % de identificações corretas. O odor laranja diferenciou o grupo controlo (95,9 %) da rinite isolada (86,6 %, p=0,042) e da rinite associada à asma (77,8 %, p <0,001). O odor rosa distingue a rinite (95,1 %) da asma (94,0 %, p=0,011) e da rinite associada a asma (75%,p=0,001). Conclusões: O grupo de resultados sugere que o PNIF e o teste dos odores constituem ferramentas a implementar na avaliação e caracterização da rinite. |
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| Autores principais: | Viana,Jorge |
| Outros Autores: | Gomes,Raquel; Loureiro,Carlos; Bom,Ana Todo |
| Assunto: | Asma rinite epidemiologia débito inspiratório nasal máximo teste de odores |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Introdução: A rinite é uma inflamação da mucosa nasal que se caracteriza por prurido, esternutos, rinorreia e obstrução nasal e pode interferir com a função olfactiva. Para uma avaliação clínica e funcional podem utilizar‑se escalas analógicas de sintomas, rinomanometria, avaliação do fluxo inspiratório nasal máximo (PNIF) e testes olfactivos. Objectivo: Avaliar alterações do olfacto e do PNIF em doentes com rinite, asma e com as duas situações clínicas associadas e também num grupo de controlo e valorizar condicionantes como sensibilização a aeroalergénios, idade e parâmetros antropométricos. Métodos: De uma amostra aleatória de 2200 indivíduos dos 18 aos 74 anos foram seleccionados 275, tendo sido efectuada uma avaliação clínica, testes cutâneos de alergia por picada a uma bateria de 12 alergénios, determinação do PNIF e teste de odores. Resultados: Completaram o estudo 259 indivíduos com uma média de idades de 47,0±15,1 anos, tendo 185 patologia respiratória: 82 (44 %) com rinite, 67 (36 %) com asma e 36 (19 %) com asma e rinite. O grupo de controlo era formado por 74 indivíduos com uma média de idade de 47,7±14,6 anos. Observou‑se sensibilização a pelo menos um dos doze alergénios testados em 146 participantes no estudo. O índice de massa corporal no grupo de doentes foi de 27,0± 5,3, e no grupo‑controlo de 26,2± 5,3. O valor médio de PNIF foi de 85,12±27,09l; 94,10±39,24l; 79,17±31,54l e de 87,36±36,43 respetivamente para rinite, asma, asma associada a rinite e para o grupo‑controlo. O valor de PNIF correlacionou‑se com o peso (r=0,157, p=0,038). Na identificação de odores constatou‑se que apenas 42 participantes identificavam um número igual ou inferior a 8, menos de 75 % de identificações corretas. O odor laranja diferenciou o grupo controlo (95,9 %) da rinite isolada (86,6 %, p=0,042) e da rinite associada à asma (77,8 %, p <0,001). O odor rosa distingue a rinite (95,1 %) da asma (94,0 %, p=0,011) e da rinite associada a asma (75%,p=0,001). Conclusões: O grupo de resultados sugere que o PNIF e o teste dos odores constituem ferramentas a implementar na avaliação e caracterização da rinite. |
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