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As «novas operações de apoio à paz» e Portugal: o papel do ensino militar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo As atuais operações de apoio à paz conduzidas na República Democrática do Congo, no Mali e na República Centro-Africana evidenciam uma mudança estruturante nas operações tradicionais, por consequência direta da operacionalização das recomendações do Relatório Brahimi. Para além dos efeitos militares e políticos de curto prazo, utilizar forças militares credíveis produz também um efeito duradouro devido à mensagem de credibilidade que também se gera. A elevada probabilidade de ocorrência de crises na franja mais baixa do espetro do conflito é uma oportunidade para que as médias potências, com níveis de ambição estratégica como Portugal, possam capitalizar o seu papel nas relações internacionais. Este objetivo obriga a manter forças militares de nível tático de primeira linha, assegurando as capacidades necessárias para integrar forças de reação rápida no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Autores principais:Barroso,Luís
Assunto:Portugal operações de apoio à paz natureza da guerra hegemonia militar.
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo As atuais operações de apoio à paz conduzidas na República Democrática do Congo, no Mali e na República Centro-Africana evidenciam uma mudança estruturante nas operações tradicionais, por consequência direta da operacionalização das recomendações do Relatório Brahimi. Para além dos efeitos militares e políticos de curto prazo, utilizar forças militares credíveis produz também um efeito duradouro devido à mensagem de credibilidade que também se gera. A elevada probabilidade de ocorrência de crises na franja mais baixa do espetro do conflito é uma oportunidade para que as médias potências, com níveis de ambição estratégica como Portugal, possam capitalizar o seu papel nas relações internacionais. Este objetivo obriga a manter forças militares de nível tático de primeira linha, assegurando as capacidades necessárias para integrar forças de reação rápida no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte.